Brasil

Cacique Raoni luta pela recuperação em hospital de São Paulo e médicos revelam seu estado de saúde

Líder indígena de mais de 90 anos respira sem aparelhos no Hospital São Paulo, mas ainda não tem previsão de alta médica

O Cacique Raoni Metuktire, histórico líder indígena brasileiro, completa dois meses de tratamento médico contínuo devido a complicações respiratórias e gástricas. Aos mais de 90 anos, ele está internado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Desde maio, o paciente enfrenta um quadro clínico complexo que exigiu intervenções intensivas, incluindo uma transferência do Mato Grosso para a região Sudeste.

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Durante este período, o líder indígena foi diagnosticado com pneumonia aspirativa e obstrução intestinal alta, o que demandou cirurgia para desobstrução do intestino, além de sofrer dois episódios de hemorragia digestiva. A primeira internação ocorreu no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, onde deu entrada com desidratação, alteração renal e suspeita de infecção grave, necessitando de suporte em Unidade de Terapia Intensiva.

Estado de saúde do Cacique Raoni no Hospital São Paulo

Após a fase mais crítica e a transferência para a unidade paulista, os boletins indicam recuperação progressiva. A equipe médica informou ao jornal O Globo que o paciente segue em monitoramento e mantém “evolução favorável”. Atualmente, ele encontra-se consciente, responde aos comandos dos profissionais de saúde e respira o ar ambiente sem a necessidade de suporte de oxigênio suplementar.

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A alimentação do paciente também apresentou avanços, sendo realizada por via oral, e os episódios de tosse diminuíram nos últimos dias. Apesar dos sinais positivos na recuperação das funções respiratórias e gastrointestinais, a equipe médica ressalta que a idade avançada e as condições preexistentes exigem cautela. O histórico inclui doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca e uso de marcapasso.

Previsão de alta médica do líder indígena Cacique Raoni

Devido a esse conjunto de fatores e à gravidade das intercorrências enfrentadas desde maio, os médicos mantêm o paciente sob observação constante. Até o momento, a direção do Hospital São Paulo não estabeleceu uma data para a alta médica. O tratamento segue focado na estabilização total do quadro clínico e na reabilitação física, garantindo que a liberação ocorra apenas quando houver plena segurança para sua saúde.

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