Nelson Wilians é alvo de operação contra fraude bilionária de ICMS em São Paulo
Ação do CIRA/SP apura venda de créditos tributários falsos para centenas de empresas; mandados foram cumpridos na casa e no escritório do advogado
O advogado Nelson Wilians é alvo da Operação Distrato, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP). A ação investiga um suposto esquema de venda de créditos tributários falsos de ICMS, que teria causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres estaduais. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência e na sede do escritório do jurista.
Segundo as investigações, empresas ligadas ao fundador do NWADV ofereciam os créditos com desconto sob a justificativa de um planejamento tributário autorizado pelo Fisco. As companhias clientes deixavam de pagar a totalidade dos impostos devidos e repassavam até 70% do valor aos intermediários como honorários. Auditores fiscais já identificaram mais de 850 empresas envolvidas e emitiram 746 autos de infração.
Investigação sobre Nelson Wilians e Mayra Fahur de Paula
A Justiça paulista autorizou 38 mandados de busca, cumpridos na capital, no interior do estado e em municípios do Paraná. A advogada Mayra Fahur de Paula também é alvo da operação, apontada pelo CIRA/SP como uma das lideranças da suposta organização ao lado do empresário do setor jurídico. A força-tarefa busca mapear os beneficiários econômicos e apurar eventuais crimes de lavagem de dinheiro e estelionato.
A investida policial ocorre meses após o advogado ter sido alvo da Operação Cambota, conduzida pela Polícia Federal para apurar descontos não autorizados em benefícios do INSS. Relatórios federais indicaram movimentações financeiras entre as empresas do jurista e um suposto operador do esquema. Em depoimento anterior, a defesa sustentou que os valores decorrem da atividade regular da banca e negou irregularidades.
Nelson Wilians critica regras da OAB sobre redes sociais
Conhecido por exibir aeronaves particulares e mansões para mais de 1,4 milhão de seguidores, o profissional debate frequentemente os limites da publicidade na advocacia. Ele se posiciona contra diretrizes que tentam restringir a exposição da vida privada na internet. Em artigo publicado na imprensa, o jurista declarou: “Na minha opinião, qualquer tentativa de impor restrições ao uso das redes sociais privadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não é apenas ultrapassada, é um flerte perigoso com a censura”.



