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Pressionado pela PF, Daniel Vorcaro tenta cartada final com novo advogado

Ex-controlador do Banco Master tenta acordo com a Polícia Federal após ter duas propostas rejeitadas por falta de provas

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, busca um novo representante legal em Brasília para apresentar uma terceira proposta de delação premiada. A movimentação ocorre após a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitarem as duas tentativas anteriores. Familiares do executivo contataram escritórios de advocacia para reestruturar a defesa, atualmente conduzida por Sérgio Leonardo, sucessor de José Luis Oliveira Lima nas tratativas com as autoridades.

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As recusas dos investigadores baseiam-se na avaliação de que o investigado não apresentou elementos inéditos para justificar o acordo. A Polícia Federal exige que Daniel Vorcaro forneça dados comprováveis e detalhe o trajeto dos recursos financeiros. Na segunda investida, o ex-banqueiro modificou sua versão e mencionou supostos repasses a políticos, mas a corporação considerou a proposta insuficiente para firmar o pacto de colaboração.

Avanço da operação sobre políticos pressiona Daniel Vorcaro

A urgência para destravar as negociações coincide com a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga a participação de autoridades com foro privilegiado em irregularidades financeiras. A ação cumpriu mandados de busca mirando supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O avanço das apurações sobre o núcleo político aumenta a necessidade do ex-controlador de utilizar suas informações como instrumento de negociação antes que percam a utilidade.

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Outro elemento que interfere nas tratativas é a concorrência com outros investigados. A Polícia Federal analisa conversas com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, instituição que tentou adquirir o Banco Master antes da liquidação decretada pelo Banco Central. Paralelamente, existe um impasse sobre a custódia de Daniel Vorcaro, que permanece na Polícia Federal enquanto a corporação solicita sua transferência para o sistema prisional.

Exigência de provas inéditas no escândalo do Banco Master

O desdobramento do inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional, delimita o espaço de manobra da defesa. A viabilidade de uma terceira proposta de colaboração está condicionada à superação do obstáculo central apontado pelas autoridades. Para que o acordo seja formalizado, o executivo precisará entregar documentação comprobatória robusta e revelar fatos que ainda não foram mapeados pelas equipes de investigação.

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