Educação & Ciência

Por que as cadelas montam? O motivo real por trás desse hábito vai muito além da reprodução

Especialistas explicam que o ato de montar em fêmeas está relacionado a picos de energia e regulação emocional, e não a instintos sexuais.

Muitos tutores de animais de estimação demonstram surpresa ou desconforto ao observar cadelas fêmeas realizando o ato de montar em outros cães ou objetos domésticos. No entanto, estudos sobre o comportamento canino indicam que esse gesto é uma manifestação comum e não está obrigatoriamente vinculado a finalidades reprodutivas ou à identidade de gênero do animal. De acordo com especialistas, o hábito funciona frequentemente como uma resposta física a estados emocionais internos, servindo como uma forma de extravasar sentimentos que a pet não consegue processar apenas por meio de brincadeiras convencionais ou latidos.

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O ato de montar é descrito como um comportamento instintivo que reflete picos de energia e interação social. Em diversas situações cotidianas, essa ação atua como uma válvula de escape para o vigor físico ou para a tensão emocional acumulada ao longo do dia. É recorrente que o gesto se manifeste em ambientes altamente estimulantes ou durante interações intensas com outros animais. Diferente da crença popular, fêmeas castradas também mantêm esse hábito, o que reforça a tese de que os hormônios sexuais não são os principais responsáveis pela conduta, mas sim fatores comportamentais e sociais.

Fatores emocionais e níveis de energia em cães

A identificação dos gatilhos que levam a cadela a montar exige uma observação atenta do contexto por parte do tutor. O comportamento pode surgir em momentos de grande empolgação, como a chegada de visitas ou o recebimento de um brinquedo novo, mas também pode ser um sinal de tédio quando o animal busca atenção. Segundo informações do site Pet Reader, o gesto faz parte do repertório social canino desde os primeiros meses de vida, sendo observado inclusive em ninhadas durante as fases iniciais de socialização e estabelecimento de hierarquias de brincadeira.

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Embora seja considerado um hábito normal dentro da rotina canina, a frequência excessiva pode ser um indicativo de que o bem-estar do animal precisa de atenção. Quando a montaria se torna compulsiva ou gera conflitos agressivos com outros cães, pode sinalizar que a cadela enfrenta um nível de estresse crônico. Nesses casos, a análise da linguagem corporal é essencial; se o ato vier acompanhado de rigidez muscular ou rosnados, pode indicar uma disputa de espaço ou desconforto social. Nessas circunstâncias, a avaliação de profissionais como veterinários ou adestradores é recomendada para verificar possíveis desconfortos físicos ou necessidades de ajuste na rotina.

Estratégias de manejo e treinamento positivo

Para lidar com a situação de forma saudável, o treinamento positivo surge como a ferramenta mais eficaz para redirecionar o foco do animal. Ao perceber que a cadela pretende iniciar o comportamento, o tutor pode utilizar comandos de obediência básica, como “senta” ou “deita”, recompensando a postura calma. O enriquecimento ambiental, que inclui o oferecimento de brinquedos de roer e desafios mentais, ajuda a manter o animal ocupado e reduz a necessidade de descarregar a energia de maneira inadequada. Passeios estruturados também contribuem para o equilíbrio emocional, garantindo que a pet tenha canais produtivos para gastar seu vigor físico.

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