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Corpo do menino Oliver está retido há 12 dias e mãe faz apelo de dentro da prisão

Defesa de Mayanna Angelina Rodgers busca autorização para que ela saia do presídio e realize a liberação da criança no Instituto Médico Legal.

O corpo do menino Oliver permanece retido há doze dias no Instituto Médico Legal (IML) gaúcho. A criança de três anos faleceu após seu pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, tirar a vida do filho no município de Viamão. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, encontra-se detida no sistema prisional. A equipe de defesa ingressou na Justiça pedindo uma autorização temporária de saída, com o objetivo exclusivo de realizar o reconhecimento e a liberação dos restos mortais.

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A direção do presídio manifestou-se contra a liberação de Mayanna, justificando a decisão pela comoção popular gerada pelo episódio. Os advogados argumentam que a mulher vivia em situação de vulnerabilidade e era vítima de violência doméstica. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada Isabel Cochlar declarou: “Ora, comoção popular não afasta o direito do Oliver de ter a sua mãe no momento que for enterrado. Da mesma forma, comoção popular não afasta o direito da Maiana, que não tem condenação contra si, apenas uma acusação de estar no momento final de seu filho”.

Investigação sobre o pai e o falecimento do menino Oliver

O pai confessou às autoridades policiais que agrediu o filho fisicamente porque o menino não lhe deu “bom dia”. O próprio homem transportou a criança até uma unidade hospitalar em Viamão no dia do ocorrido. Ao notarem a gravidade dos múltiplos ferimentos, os profissionais de saúde acionaram o 18º Batalhão de Polícia Militar. O norte-americano foi detido em flagrante ainda nas dependências do hospital e, no dia seguinte, o poder judiciário converteu a detenção em prisão preventiva.

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Dias após o falecimento da criança, a Polícia Civil também efetuou a prisão da mãe, indiciando-a por omissão. A delegada responsável pelo inquérito apontou que Mayanna estava em um quarto ao lado durante as agressões e não interveio para proteger o filho. A investigadora justificou o indiciamento detalhando a dinâmica: “O homicídio foi praticado com inúmeras e gravíssimas lesões, que chegaram a movimentar o coração do infante de lugar e achatar o crânio, não sendo crível que se pense que a mãe não conseguiu ouvir tudo do quarto ao lado e que sequer tivesse tentado conter o pai”.

Próximos passos da polícia no caso Mayanna e Dandre

As autoridades do Rio Grande do Sul dão continuidade ao inquérito que apura os fatos ocorridos na área rural do distrito de Águas Claras. A corporação agendou oitivas com diversas testemunhas para compreender a rotina da família, incluindo vizinhos, conselheiros tutelares e a equipe médica que prestou o atendimento. Paralelamente, a defesa de Mayanna reitera que seguirá buscando meios legais para a despedida do filho, já que a criança possui apenas os genitores, ambos detidos, como parentes legalmente capazes de assinar a liberação no IML.

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