Tensão política: Eduardo Bolsonaro faz alerta drástico sobre as eleições de 2030
Declaração ocorre após Alexandre de Moraes proibir visitas a Jair Bolsonaro por 90 dias devido ao descumprimento de medidas cautelares
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou a rede social X para afirmar que “não haverá eleições em 2030” caso o senador Flávio Bolsonaro seja derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na próxima disputa presidencial. A manifestação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspender as visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. A restrição foi aplicada devido ao descumprimento de medidas cautelares.
A decisão de Moraes baseia-se na regra que impede Jair Bolsonaro de usar redes sociais ou se comunicar publicamente, inclusive via terceiros. Segundo o magistrado, o ex-mandatário enviou uma carta para ser lida por Flávio a apoiadores, atitude classificada no despacho como um “ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”. Com isso, o parlamentar teve o acesso ao pai bloqueado temporariamente.
Eduardo Bolsonaro pede sanções contra Alexandre de Moraes
Para justificar a declaração sobre o calendário eleitoral, Eduardo Bolsonaro alegou que a reeleição do atual governo geraria concentração de poder. Ele publicou que “É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?”. Na postagem, solicitou que Donald Trump retome sanções contra o ministro.
O pedido de intervenção externa cita a Lei Magnitsky, mecanismo dos Estados Unidos para sanções. Eduardo defendeu que a proibição de um “prisioneiro se comunicar com seu filho” deveria motivar nações a não reconhecerem o processo eleitoral brasileiro. No ano passado, uma sanção semelhante foi imposta contra Moraes no dia em que Trump anunciou tarifas sobre exportações do Brasil, sendo revogada meses depois.
Flávio Bolsonaro compara decisão do STF com caso de Lula
Em resposta à suspensão, Flávio Bolsonaro divulgou nota declarando que a determinação “reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual por parte do STF”. O senador acusou a corte de abandonar o papel de “árbitro institucional” e comparou a situação do pai com a detenção de Lula em 2018, destacando que o atual presidente recebia visitas na época. Ele finalizou afirmando: “Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei”.



