Política

Tensão diplomática: Flávio Bolsonaro ataca Lula na Argentina e faz promessa sobre Israel

Senador discursou em Buenos Aires, criticou a atual política externa e propôs adesão aos Acordos de Isaac

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, no domingo (28). No evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão, o parlamentar apresentou propostas para a política externa caso vença as eleições. O foco foi a promessa de aproximação com o governo de Benjamin Netanyahu e críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “antissemita”.

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A principal medida anunciada foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A mudança contraria a postura da maioria das nações, que evitam antecipar o status do território. O senador garantiu que, no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo representante israelense. Propôs também a adesão aos Acordos de Isaac, iniciativa de Javier Milei e Netanyahu para estreitar laços com a América Latina.

Relações diplomáticas entre Flávio Bolsonaro e Israel

O posicionamento ocorre em meio ao distanciamento entre os países, agravado após declarações do governo federal sobre o conflito em Gaza, onde mais de 70 mil palestinos perderam a vida. No palco, o parlamentar reforçou a intenção de reverter o cenário. “A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro.

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Em discurso em espanhol, o senador defendeu classificar facções brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. Ele argumentou que investigações da Polícia Federal, com suporte estrangeiro, indicam conexões entre esses grupos e o Hezbollah. Segundo o parlamentar, as alianças estariam envolvidas no contrabando de armas e rotas de entorpecentes, citando o histórico de atuação do grupo libanês na Argentina.

Alinhamento de Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos

A agenda internacional do senador inclui movimentos recentes em relação aos Estados Unidos. Em junho, ele enviou carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedindo a não imposição de tarifas a produtos brasileiros. No texto, ofereceu colocar sua equipe de transição “à disposição” de Washington para acelerar acordos. A iniciativa gerou reações de parlamentares governistas, que consideraram a atitude contrária à tradição de autonomia externa.

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