Política

Tensão no STF: duas armas de Bolsonaro somem após Exército entregar parte do arsenal à Polícia Federal

A determinação do ministro Alexandre de Moraes exige o recolhimento de todo o acervo bélico, mas uma pistola e uma espingarda não foram localizadas.

O comando militar repassou à Polícia Federal um conjunto de seis armas de Bolsonaro, cumprindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal. A movimentação ocorreu na segunda-feira em resposta ao prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente. O lote entregue inclui duas pistolas Taurus, uma carabina Springfield, uma espingarda Typhoon, além de pistolas Arex e SIG-Sauer, todas registradas no nome do político.

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Apesar da remessa encaminhada à corporação, a força terrestre comunicou ao magistrado que dois itens listados na ordem judicial não estavam sob a guarda do Batalhão de Polícia do Exército. Os equipamentos ausentes são uma pistola Glock e uma espingarda da Maestro Arms Company. A defesa do ex-mandatário argumenta que a espingarda permanece em uma loja de artigos militares em Caxias do Sul, sob a justificativa de que o armamento foi um presente nunca retirado do local.

Onde está a pistola Glock das armas de Bolsonaro

A ausência da pistola mantém o cenário jurídico em alerta, pois outro armamento idêntico já havia sido retido pelas autoridades em junho. Na ocasião, o equipamento foi interceptado durante uma fiscalização de trânsito no Distrito Federal, dentro de um veículo oficial. O automóvel era conduzido por um sargento que atuava na segurança pessoal do político, o qual transportava o artefato com um carregador extra, motivando um pedido de explicações por parte do tribunal.

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O recolhimento desse armamento na blitz gerou desdobramentos sobre as condições da prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo. Os advogados confirmaram à corte que o cliente mantinha o artefato em casa e o repassou ao segurança para uma suposta manutenção. O investigado prestou esclarecimentos à Polícia Civil, confirmando o manuseio do equipamento, o que levou o relator a revogar o porte e o certificado de registro de atirador do condenado.

Decisão de Alexandre de Moraes sobre o arsenal de Bolsonaro

A entrega parcial do acervo transfere para os investigadores federais a responsabilidade de rastrear o paradeiro exato dos itens faltantes. O magistrado solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República para avaliar se o caso configura infração grave capaz de alterar o regime de cumprimento da pena de 27 anos e três meses. Agora, a polícia concentra a custódia dos seis artefatos recolhidos, enquanto verifica as justificativas apresentadas pelos defensores.

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