Chocante: grupo neonazista com policiais e advogado planejava perseguições e acaba denunciado pela Justiça
Quatorze pessoas foram alvos do Ministério Público de Santa Catarina, incluindo agentes de segurança de São Paulo e um advogado de apoio jurídico
O Ministério Público de Santa Catarina apresentou denúncia contra quatorze indivíduos suspeitos de formar um grupo neonazista com atuação em três estados. A ação, conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, aponta que a organização operava em território catarinense, paulista e paranaense. Entre os alvos estão agentes de segurança e um profissional do direito, que supostamente fornecia respaldo jurídico para as atividades da quadrilha.
Os documentos do órgão estadual detalham que a estrutura do grupo neonazista contava com a participação de uma escrivã da Polícia Civil e de um policial militar, ambos de São Paulo. As investigações revelaram que os envolvidos organizavam encontros, chamados por eles de “rolês”, com o objetivo de planejar perseguições. A presença de agentes do estado na composição da célula extremista é um dos focos da denúncia apresentada à Justiça.
Denúncia do Ministério Público contra grupo neonazista em Santa Catarina
Todos os quatorze investigados responderão judicialmente por integração de organização criminosa. Além dessa tipificação penal, oito dos denunciados enfrentam acusações adicionais relacionadas à intolerância. O promotor responsável pelo caso incluiu na peça acusatória os crimes de racismo e apologia ao nazismo para essa parcela do grupo, baseando-se nas evidências recolhidas durante o inquérito sobre o comportamento dos suspeitos.
A articulação interestadual da célula demonstrava um nível de organização que ultrapassava as fronteiras de Santa Catarina, estabelecendo conexões ativas no Paraná e em São Paulo. O advogado denunciado no processo desempenhava um papel estratégico, oferecendo suporte técnico para tentar blindar os integrantes das consequências legais. As autoridades monitoraram as comunicações dos suspeitos para mapear o funcionamento da rede.
Policiais de São Paulo envolvidos na organização neonazista
O avanço do processo depende agora da análise do Poder Judiciário catarinense, que decidirá sobre a abertura da ação penal contra os acusados. As identidades dos policiais paulistas, do advogado e dos demais membros não foram divulgadas publicamente nesta fase processual. O caso segue os trâmites legais previstos para crimes de ódio, enquanto as corregedorias das corporações devem avaliar a conduta administrativa dos agentes envolvidos.



