Política

Reviravolta: erro de segurança pode mandar Jair Bolsonaro de volta à prisão

Ministro Alexandre de Moraes exige explicações sobre pistola encontrada em blitz antes do fim do prazo do benefício concedido ao ex-presidente.

A apreensão de uma pistola registrada no nome de Jair Bolsonaro em uma blitz em Brasília reduziu a chance de prorrogação de sua prisão domiciliar. O benefício temporário vence no dia 25. O ministro Alexandre de Moraes avaliava a renovação da medida por 90 dias, mas a localização do armamento com o militar Estácio Leite da Silva Filho, segurança do ex-presidente, alterou o cenário.

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O magistrado determinou 24 horas para a defesa apresentar justificativas. O segurança relatou à Polícia Militar que levava o equipamento para conserto. Moraes exigiu que os advogados esclareçam “por que, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”.

Arma de Jair Bolsonaro apreendida em blitz

A Polícia Militar informou ao STF que inspeciona os veículos que saem da residência, mas os carros dos seguranças ficam na rua, “razão pela qual não são submetidos a vistorias”. Na blitz, o policial relatou que a pistola estava no assoalho e “o motorista, de forma repentina, fechou o vidro”. O condutor alegou que a arma “constava em sua funcional”, admitindo a propriedade do ex-presidente depois.

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A prisão domiciliar foi autorizada em março para o tratamento de um quadro respiratório. Relatórios médicos enviados ao Supremo indicam estabilidade cardiológica, mas registram crises de soluço. O documento aponta uma “piora considerável” em junho, exigindo medicamentos “no limite terapêutico de segurança”. A equipe médica solicitou exames para investigar uma esofagite crônica.

Alexandre de Moraes avalia prisão domiciliar

O futuro do benefício depende da avaliação das justificativas da defesa. Interlocutores indicam que, se as explicações não forem satisfatórias, existe a possibilidade de retorno à unidade prisional. O tribunal entende que o complexo penitenciário possui estrutura para atendimento médico adequado, mesmo com o laudo relatando queixas de “fadiga aos médios esforços” por parte do ex-mandatário.

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