Brasil

Pais fazem teste de DNA e descobrem troca de bebês que custará R$ 1 milhão a hospital

Famílias de Inhumas receberão indenização por danos morais após descobrirem o erro anos depois do parto por meio de exames genéticos.

O Tribunal de Justiça de Goiás determinou que o Hospital São Sebastião de Inhumas pague uma indenização de R$ 1 milhão devido a uma troca de bebês ocorrida em outubro de 2021. A decisão judicial, proferida recentemente, estabelece que o valor seja dividido igualmente entre os quatro pais afetados pela falha na prestação do serviço da maternidade. Além do montante principal referente aos danos morais, a instituição médica precisará ressarcir os R$ 880 gastos pelas famílias com os exames genéticos que comprovaram o erro, cabendo ainda recurso por parte do centro de saúde.

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A falha na maternidade permaneceu oculta até o ano de 2024, quando Cláudio Alves decidiu realizar um teste de paternidade, cujo resultado foi negativo. Diante da situação, sua esposa, Yasmin Kessia da Silva, optou por também passar pela testagem genética, justificando a decisão com a frase: “se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu”. O segundo laudo laboratorial confirmou que a criança não possuía compatibilidade biológica com nenhum dos dois, motivando o casal a iniciar uma busca pelo paradeiro do filho genético.

Como Yasmin e Cláudio descobriram a troca de bebês no hospital de Inhumas

Durante o processo de investigação particular, Yasmin e Cláudio conseguiram localizar Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza. Este segundo casal havia registrado o nascimento de um menino na mesma data e na mesma unidade hospitalar goiana. A realização de um novo exame de DNA cruzado entre os envolvidos atestou definitivamente que as crianças haviam sido entregues aos pais errados logo após o parto, consolidando as provas apresentadas no processo judicial contra a instituição de saúde.

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Com a confirmação do equívoco, o sistema judiciário precisou intervir na rotina das crianças, estabelecendo diretrizes para a convivência familiar. Em outubro de 2025, o tribunal goiano definiu que a devolução dos meninos aos seus respectivos lares biológicos deve ocorrer de forma gradual. O planejamento estipulado pela Justiça tem o propósito de minimizar os impactos psicológicos nos garotos, permitindo uma adaptação estruturada à nova realidade familiar, enquanto os pais de criação e biológicos, que desenvolveram uma relação de amizade, acompanham o processo.

Decisão do TJGO sobre o futuro das crianças após a troca de bebês

No âmbito documental, as autoridades determinaram alterações nos registros civis dos menores envolvidos no processo. As certidões de nascimento das crianças foram modificadas para incluir simultaneamente os nomes dos pais biológicos e dos pais de criação. Essa medida legal garante o reconhecimento dos vínculos afetivos formados durante os primeiros anos de vida dos meninos, ao mesmo tempo em que formaliza a filiação genética comprovada pelos testes laboratoriais que fundamentaram a condenação da maternidade.

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