Política

Irmão de Ciro Nogueira contrata advogado indicado por Bolsonaro para defesa no caso Banco Master

Rodrigo Mudrovitsch assume o caso da CNLF Empreendimentos, investigada por supostos repasses financeiros na Operação Compliance Zero

Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira, contratou o criminalista Rodrigo Mudrovitsch para representá-lo na Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda, administrada por Raimundo, por suspeita de receber valores do Banco Master. O advogado foi nomeado em 2020 para a Corte Interamericana de Direitos Humanos e possui mandato na presidência do órgão até 2027.

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A trajetória de Mudrovitsch inclui a atuação como professor de direito e a participação em acordos de delação premiada de empresários. O magistrado também pode analisar um pedido de revisão da condenação do ex-presidente da República no Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal apura um esquema de repasses mensais de R$ 300 mil, totalizando cerca de R$ 18 milhões, em transações classificadas como “parceria BRGD/CNLF”.

Investigação sobre o irmão de Ciro Nogueira e o Banco Master

Os documentos indicam que a BRGD S.A. transferia recursos para a CNLF. O inquérito aponta uma tentativa de elevar os valores, evidenciada em mensagens onde um investigado questiona: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”. A apuração relata que o grupo financeiro teria disponibilizado um “imóvel de elevado padrão” e custeado “hospedagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo”.

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O ministro André Mendonça registrou que “tais vantagens teriam compreendido hospedagens no Park Hyatt New York”. Os autos incluem diálogos sobre despesas, onde um assessor pergunta: “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?”. A resposta autoriza: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. A investigação cita a compra de ações da Green Investimentos.

Decisão judicial no caso Banco Master e medidas cautelares

O relatório destaca que a transação ocorreu sob condições atípicas, pois, “de acordo com a representação policial, nada obstante o valor de mercado das ações negociadas entre a Green Investimentos e a CNLF fosse de aproximadamente R$ 13.062.315,30”. Raimundo Nogueira utiliza monitoramento eletrônico e está impedido de contatar o irmão. Para o senador, o STF determinou a proibição de contato com os alvos, justificando que “mostra-se desnecessária, neste momento, a adoção de prisão cautelar”.

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