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Argentina integrará força de estabilização em Gaza liderada pelos Estados Unidos

Presidente argentino disponibiliza capacetes brancos durante reunião inaugural da iniciativa de Donald Trump em Washington

O presidente da Argentina, Javier Milei, oficializou na sexta-feira (20) a oferta de envio de tropas para a Faixa de Gaza. A declaração ocorreu durante a reunião inaugural do Conselho da Paz, uma nova entidade idealizada pelo presidente norte-americano Donald Trump. O encontro, realizado no Instituto de Paz de Washington, reuniu líderes globais com o objetivo de consolidar o cessar-fogo negociado entre Israel e o grupo Hamas, estabelecendo uma força internacional para atuar na região.

Durante sua participação, o mandatário argentino enfatizou a capacidade técnica de suas forças para auxiliar na missão. Milei afirmou: “Colocamos à disposição a colaboração de nossos capacetes brancos”. Ele reforçou o compromisso do país com a segurança internacional, acrescentando que “Nossa trajetória em operações de paz é um capital comprovado que colocamos a serviço da força de estabilização” no território palestino.

Investimentos e cooperação multilateral

A iniciativa liderada por Trump conta com a participação de cerca de vinte líderes mundiais e representantes diplomáticos. Na abertura dos trabalhos, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma contribuição inicial de 10 bilhões de dólares para viabilizar as operações. Além da Argentina, nações árabes também ofereceram contingentes. A Indonésia assumirá o posto de comandante adjunto da força de estabilização, enquanto o Marrocos confirmou o envio de policiais e militares, que terão a função de treinar um novo corpo de segurança local.

O cenário na região permanece instável, com Israel mantendo a ocupação de partes significativas do território, onde incidentes militares são frequentes. Desde o início do acordo de cessar-fogo, mais de 600 palestinos faleceram em decorrência de confrontos ou ações das forças israelenses. O Conselho da Paz busca mitigar a violência e criar condições para uma governança provisória, focando na redução das hostilidades e na proteção de civis.

Histórico diplomático e alinhamento

A Argentina possui experiência prévia em missões sob a bandeira da ONU, tendo atuado na ex-Iugoslávia durante a década de 1990 e no Haiti. Ao projetar o futuro da cooperação, Milei alinhou-se à visão norte-americana. “A paz duradoura não se constrói sobre consensos que cedem no fundamental. Constrói-se sobre a determinação de defendê-la”, disse o presidente argentino. Ele finalizou seu discurso reiterando o apoio à estratégia adotada: “Acreditamos em uma diplomacia que assume riscos para alcançar a paz, acreditamos na liderança (…) como a do presidente Trump”.

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