Com tantas notícias sensacionalistas dos últimos tempos, casos de morte de pessoas, animais e mulheres como crianças também, o Brasil, simples república de café e futebol, consegue ser um país onde os homens não choram no travesseiro enquanto estão sozinhos.
A falta de estar em contato com o lado mais sensível é administrado pelas redes sociais, onde, hoje em pleno 2026, se faz necessário cada vez mais o debate sobre masculinidade tóxica. O homem no Brasil é inferiorizado pelo sistema midiático, em que se tem como padrão o homem mais forte e predador. O homem brasileiro é jogado numa bolha em que se é forçado a ficar quieto, condizente com tudo que é pregado pelas barras da normalidade.
Normalidade que é feita pela televisão, revista, redes sociais. Hoje os influencers estão cada vez mais equiparados aos mestres de ensino para a massa de manobra dos homens. Essa massa de manobra é colocada em redomas em que se ficam somente aqueles de inteligência emocional fraca, vindas de família sem estrutura, de um passado brasileiro sem estrutura.
Hoje o homem brasileiro é prova de que é intelectualmente inferior ao seu coração. Palavras poéticas que uso para dizer que o homem não tem coração e um cérebro pequeno que recebe alienação de parte de mídias em que se ocupam em fazer seres pequenos para seus propósitos grandes.
A mídia tenta pôr o homem predador como normal; esquecendo que existem muitos tipos de homens como LGBTs, afeminados, deficientes, minorias etc. As taxas de feminicídio explodem cada ano, se passa sangue na televisão e isso é tido como normal por pregadores midiáticos que propagam masculinidade tóxica. As redes sociais lucram muito com as propagações de ódio, por isso é importante fazermos os jovens não aderirem para as redes sociais ainda; eles são hoje a massa mais encantadora para os bilionários e políticos para usarem como quiserem.
Homem, chore não no travesseiro, chore quando quiser no colo de seu amor, no meio dos amigos, na companhia da família. É grande os pesos da vida! Chore quando tem que se chorar.
A masculinidade tóxica é algo que se tem que debater com os filhos desde pequenos. Não podemos mais deixar somente menino brincar de futebol, enquanto a menina só brinca de boneca. Hoje temos que pôr igualdade nas brincadeiras de nossos filhos; ensinar que menino chora, pode passar maquiagem, brincar de boneca e etc.
Teatro, poesia, música e artes em todos os gerais ensinam companheirismo, libertação de dogmas, amor e amizade… Vamos levar nossos filhos para aulas de artes. Vamos dar apoio aos filhos em suas sexualidades e assim por diante, para não criarmos homens que matam mulheres e consomem ódio todos os dias. Vamos ensinar como chorar e como abraçar, para que no futuro não tenhamos mais mortes por banalidades e machismo.
Gustavo Marangão, jornalista, poeta, escritor com mais de seis livros lançados. Ganhador de honra ao mérito em jornalismo. Ganhador de moção de aplausos da câmara de Varginha-MG. Dono do jornal Brasil hora hora. 



