Erro na fábrica faz Anvisa mandar recolher lote de chocolate Laka das prateleiras; confira o código
Lote específico do produto contém biscoito não mencionado no rótulo, representando risco para alérgicos e celíacos devido à presença de glúten
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou, nesta quinta-feira (22), uma medida de segurança sanitária que determina o recolhimento imediato de um lote específico do chocolate da marca Laka. A decisão afeta o produto fabricado pela empresa Mondelez e foi motivada por uma falha identificada no processo de embalagem da mercadoria, que resultou em informações incorretas chegando ao consumidor final. A resolução que formaliza a retirada dos itens de circulação foi devidamente publicada no Diário Oficial da União, alertando os consumidores e comerciantes sobre a identificação exata do lote comprometido, que possui o código de rastreio CC28525493.
De acordo com as informações técnicas divulgadas pela agência reguladora, o problema central reside em um erro de rotulagem que pode induzir o consumidor ao equívoco no momento da compra e do consumo. Durante a linha de produção industrial, unidades do chocolate na versão que contém pedaços de biscoito foram embaladas incorretamente nos invólucros destinados ao chocolate Laka tradicional, que é composto apenas por chocolate branco. Essa troca faz com que o produto físico entregue ao cliente não corresponda às informações nutricionais e à lista de ingredientes descritas na parte externa da embalagem.
Riscos à saúde e presença de glúten
A principal preocupação das autoridades sanitárias refere-se à segurança alimentar de grupos vulneráveis da população, uma vez que a versão do chocolate com biscoito contém ingredientes que não fazem parte da fórmula original do chocolate branco simples. O erro na embalagem resulta na ausência de alertas obrigatórios e visíveis sobre a presença de glúten, substância presente na composição do biscoito misturado ao chocolate. Essa omissão representa um risco direto para pessoas diagnosticadas com doença celíaca ou que possuam sensibilidade ao glúten, as quais podem sofrer reações adversas graves ao consumir o produto acreditando se tratar da versão isenta do alérgeno.
O procedimento de recolhimento foi desencadeado após a própria fabricante identificar e reconhecer a falha operacional em sua cadeia de produção. A medida administrativa tomada pela Anvisa baseou-se, portanto, em um comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela empresa Mondelez à agência, demonstrando a necessidade urgente de retirar o lote de circulação para evitar danos à saúde dos consumidores. A publicação no Diário Oficial serve como o instrumento legal que valida a ação e orienta todo o mercado varejista sobre a irregularidade constatada no lote mencionado.
Posicionamento da empresa sobre o caso
Até o momento da divulgação das informações sobre a determinação da Anvisa, a situação permanecia em atualização quanto ao posicionamento oficial detalhado da marca para a imprensa e para o público geral. A reportagem original que trouxe o caso a público buscou contato direto com a fabricante para obter maiores esclarecimentos sobre a logística de troca e o atendimento aos consumidores que possam ter adquirido o produto. Conforme o registro da fonte primária, “o g1 procurou a Mondelez, mas aguardava o retorno até a publicação”, indicando que as orientações específicas sobre ressarcimento ou substituição do produto ainda dependiam de um novo comunicado da companhia.



