BBB 26: Henri Castelli recebe atendimento após convulsões; saiba o que fazer
Ator teve quadro convulsivo durante prova de resistência e novamente no confinamento; especialistas alertam para erros comuns no socorro
O ator Henri Castelli, de 47 anos, apresentou um quadro convulsivo durante a disputa da primeira Prova do Líder na vigésima sexta edição do Big Brother Brasil, ocorrida na manhã de quarta-feira (14). O participante necessitou de atendimento hospitalar após permanecer cerca de dez horas na dinâmica de resistência. Posteriormente, ao retornar para o confinamento no período da tarde, o artista sofreu um segundo episódio semelhante. O funcionamento cerebral regular depende de descargas elétricas coordenadas, e a interrupção dessa atividade resulta nas crises, que atingem cerca de 2% da população adulta em algum momento da vida, conforme dados do Manual MSD.
Especialistas apontam que condições extremas, como a falta de alimentação adequada ou a privação de sono, podem desencadear impulsos elétricos irregulares no cérebro. O neurocirurgião Fernando Gomes esclareceu, em entrevista à CNN Brasil, como esse processo afeta o organismo. Segundo o médico, o cenário adverso “faz com que uma verdadeira tempestade elétrica acometa todo o órgão, e a pessoa tenha manifestações físicas, quando, por exemplo, a gente vê alguém convulsionar com movimentos involuntários dos membros e perda de consciência na sequência”.
Procedimentos corretos de primeiros socorros
Diante de um episódio convulsivo, que geralmente dura menos de dois minutos e cessa espontaneamente, medidas específicas de segurança devem ser adotadas para proteger a integridade física do indivíduo. A recomendação principal consiste em afastar móveis ou objetos pontiagudos que estejam próximos e apoiar a cabeça da pessoa para prevenir traumas durante os movimentos involuntários. É fundamental cronometrar a duração da crise para repassar a informação aos profissionais de saúde. Assim que os tremores pararem, a vítima tende a ficar sonolenta e confusa; neste momento, deve-se virá-la de lado para evitar engasgos em caso de vômito, permitindo o descanso até a retomada da consciência.
Existem equívocos frequentes sobre como prestar auxílio nessas situações que podem agravar o estado do paciente ou ferir quem tenta ajudar. Profissionais da saúde alertam que jamais se deve tentar puxar a língua da pessoa ou introduzir os dedos em sua boca, pois isso pode causar lesões na cavidade oral e não traz benefício algum ao quadro. Outra contraindicação importante é o oferecimento de água, alimentos ou qualquer tipo de medicação logo após o incidente. A intervenção deve se limitar à proteção física externa até que o indivíduo recupere os sentidos naturalmente.
Sinais de alerta para emergência médica
Embora muitas crises se resolvam sem intervenção invasiva imediata, existem cenários específicos que exigem o acionamento urgente de resgate médico especializado. O socorro deve ser chamado se a convulsão ultrapassar cinco minutos de duração, se ocorrerem múltiplos episódios sequenciais ou se for a primeira vez que a pessoa apresenta tal condição. Além disso, a busca por suporte hospitalar é mandatória caso o indivíduo tenha se machucado durante a queda ou os espasmos. O monitoramento atento dos sinais vitais e do tempo de recuperação é essencial para garantir o encaminhamento adequado ao tratamento necessário.



