Política

Tensão diplomática: Marco Rubio frustra Flávio Bolsonaro e mantém tarifas dos EUA

O secretário de Estado norte-americano respondeu às tentativas do senador de evitar sanções comerciais ao mercado nacional.

O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou ao senador Flávio Bolsonaro o apoio de Donald Trump a novas tarifas dos EUA sobre produtos nacionais. A confirmação veio por carta. Em junho, o parlamentar alertou que o aumento nas taxas causaria “sérios danos” ao país, projetando que sua eventual vitória eleitoral mudaria a diplomacia bilateral.

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A ação ocorre após Eduardo Bolsonaro pedir ao presidente republicano a imposição de taxas de 50% sobre exportações do Brasil, tentando atrelar a barreira a punições contra o Supremo Tribunal Federal. Com a repercussão negativa, Flávio passou a atuar para reverter o cenário e se posicionar como articulador contra as sanções.

Marco Rubio e Flávio Bolsonaro debatem tarifas dos EUA

O diplomata agradeceu o apoio contra o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, mas não recuou na economia. Rubio chamou de “generosa” a ideia de transição conjunta, mas frisou pendências. “O embaixador Jamieson Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação. São questões relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal”, registrou.

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O documento explica que as apurações cabem ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. Sem convidar o político, o texto indicou como contestar. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de consulta pública e da audiência aberta que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA organizará em 6 de julho. A consulta ficará aberta até 1º de julho. Solicitações para participar da reunião deverão ser feitas até 22 de junho”, pontuou.

Investigações do governo Trump sobre o mercado brasileiro

As medidas derivam de análises de Washington. A primeira propõe taxação de 25% e questiona o Pix. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva definiu a ação como “injustificável” e acusou a família Bolsonaro de “sabotagem”. A segunda sugere acréscimo de 12,5%. Em maio, o senador postou fotos com o secretário dizendo: “Seguimos fortalecendo relações internacionais, defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos”.

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