Entregadores de aplicativo usavam grupos secretos para aterrorizar comércios no DF
Grupo coordenava ações de intimidação conhecidas como bololôs contra a rede Feijoada do Imperador
A Polícia Militar do Distrito Federal efetuou a prisão de um grupo formado por entregadores de aplicativo na terça-feira. Os indivíduos utilizavam plataformas de mensagens para estruturar ações coordenadas de perturbação, conhecidas como bololôs. O alvo principal dessas mobilizações era a rede de restaurantes Feijoada do Imperador, que mantém unidades nas regiões de Águas Claras, Vicente Pires e Cruzeiro.
O serviço de inteligência da corporação identificou a articulação do grupo e iniciou o monitoramento das conversas virtuais. A partir dos dados coletados, as equipes organizaram operações preventivas para interceptar os encontros em massa antes que os atos de intimidação fossem concretizados. Durante a intervenção no Cruzeiro, parte dos motociclistas tentou escapar ao notar as viaturas, resultando na detenção de dois suspeitos.
Investigação da PMDF sobre os entregadores de aplicativo
Os detidos foram encaminhados para a Polícia Civil do Distrito Federal, onde acabaram autuados pelo crime de associação criminosa. As autoridades constataram que um dos condutores mantinha a placa de sua motocicleta escondida dentro da mochila de entregas, gerando autuação por adulteração de sinal identificador. Os celulares dos envolvidos foram apreendidos e aguardam autorização da Justiça para a extração de dados.
O delegado Sérgio Bautzer, plantonista da 5ª DP, explicou a dinâmica das ações coordenadas pelos motociclistas. Segundo o investigador, “Normalmente, os participantes se organizam por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais para comparecer em grande número a determinado local, promovendo algazarra, intimidação coletiva, tumulto e, em algumas situações, atos de vandalismo ou depredação”.
Impacto dos tumultos organizados no Distrito Federal
Ainda de acordo com a avaliação do delegado responsável pelo caso, essa modalidade de infração tem potencial para causar “prejuízos ao patrimônio, comprometer a ordem pública e afetar diretamente a sensação de segurança da população”. As investigações conduzidas pelas forças de segurança seguem em andamento para mapear a rede de contatos dos suspeitos e identificar outros participantes dos grupos de mensagens.



