Piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio de Janeiro falece após um ano
Felipe Monteiro Marques passou por diversas cirurgias desde que foi ferido na cabeça durante uma ação contra roubo de vans na Zona Oeste
O piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Monteiro Marques, de 46 anos, faleceu neste domingo (17). O agente foi atingido na testa por um disparo de fuzil em março de 2025, enquanto conduzia um helicóptero durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense. O falecimento foi comunicado em uma rede social administrada por sua esposa. Na publicação, a família declarou que “Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé”.
O servidor integrava o Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). No dia do incidente, ele prestava apoio aéreo a uma ação contra um grupo especializado em roubos de vans. Durante o sobrevoo, a aeronave foi alvejada. O projétil atingiu a cabeça do condutor, comprometendo cerca de 40% de sua estrutura craniana. Apesar do ferimento grave, o copiloto assumiu os comandos e realizou o pouso em segurança.
Tratamento médico do piloto Felipe Monteiro Marques no Rio de Janeiro
Após o resgate, o paciente foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto e depois transferido para o Hospital São Lucas. Iniciou-se um longo período de intervenções médicas, com múltiplas neurocirurgias, incluindo uma cranioplastia para reconstruir a área afetada. Em dezembro de 2025, ele recebeu alta e foi para uma unidade de reabilitação, mas o quadro clínico apresentou regressão nos meses subsequentes.
Em abril deste ano, o policial retornou ao centro cirúrgico para implantar uma prótese craniana. O procedimento foi seguido por complicações, envolvendo sangramentos e quadros infecciosos, exigindo novas internações. Na semana anterior ao falecimento, os parentes comunicaram uma piora em seu estado de saúde. Ele permanecia internado em condição crítica após uma cirurgia para drenar um hematoma na cabeça.
Posicionamento sobre o falecimento do piloto da Polícia Civil
Os familiares não detalharam a causa clínica exata do falecimento, tampouco divulgaram informações sobre o velório. O Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota oficial lamentando a perda do servidor. No documento, a administração estadual ressaltou a “longa, difícil e corajosa batalha pela vida” travada pelo agente desde o episódio. O texto governamental também enfatizou que “Seu legado permanecerá na memória da segurança pública do nosso estado”.



