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Inimiga número 1 do Brasil? Argentina acusada de racismo deixa o país e é recebida com flores e selfie

Agostina Páez teve medidas cautelares revogadas por decisão judicial e encontrou-se com a senadora Patricia Bullrich ao desembarcar em Buenos Aires.

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, que responde a processo por injúria racial no Rio de Janeiro, retornou à Argentina na última quarta-feira. A ré obteve autorização judicial para deixar o território brasileiro após o pagamento de uma fiança estipulada em 60 salários mínimos, o equivalente a aproximadamente R$ 97 mil. O retorno ocorreu após a retirada da tornozeleira eletrônica que a estrangeira utilizava desde o mês de janeiro, quando foi investigada por imitar um macaco em direção a funcionários de um estabelecimento comercial no bairro de Ipanema, na Zona Sul carioca.

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Ao desembarcar no aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, a influenciadora foi recepcionada com flores e manifestações de apoio de familiares e amigos. Em suas redes sociais, onde mantém dezenas de milhares de seguidores, Agostina compartilhou registros de sua chegada e proferiu declarações polêmicas, definindo-se como “inimiga número 1 do Brasil” e alegando que cidadãos argentinos seriam maltratados em solo brasileiro. A recepção contou ainda com a presença e o apoio público da senadora Patricia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional da gestão de Javier Milei, que celebrou o retorno da compatriota.

Decisão judicial e revogação de medidas cautelares no Rio de Janeiro

A liberação de Agostina Páez foi viabilizada por um habeas corpus concedido pelo juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O magistrado questionou a manutenção das medidas restritivas impostas pela primeira instância, argumentando que o processo já havia avançado o suficiente. Com a decisão, a Polícia Federal foi comunicada para permitir a saída da ré do país. Anteriormente, em fevereiro, a argentina chegou a ter um mandado de prisão cumprido em Vargem Pequena, mas a ordem foi revogada poucas horas depois pela justiça fluminense, mantendo-se apenas o monitoramento eletrônico até a decisão mais recente.

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O encontro com a senadora Patricia Bullrich também repercutiu nas plataformas digitais. A parlamentar, que disputou a presidência da Argentina em 2023, elogiou a atuação da equipe jurídica e destacou o suporte governamental e familiar oferecido à advogada durante o período em que esteve sob custódia cautelar no Brasil. Em vídeo publicado, Bullrich afirmou que a experiência vivida pela influenciadora serviria para fortalecê-la, mencionando que a decisão do juiz brasileiro indicaria falhas nos procedimentos anteriores realizados contra a argentina.

Andamento do processo criminal e audiências de instrução

Apesar do retorno ao seu país de origem, Agostina Páez permanece como ré na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. No final de março, foi realizada uma audiência de instrução e julgamento que contou com a participação da acusada e de três pessoas que figuram como ofendidas no processo. O caso teve início em 21 de janeiro, quando gestos de cunho racista foram registrados e denunciados por trabalhadores de um bar. A justiça brasileira agora segue com os trâmites processuais para definir a sentença final sobre as acusações de injúria racial apresentadas pelo Ministério Público.

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