Surpresa nas eleições: Flávio Bolsonaro despenca em pesquisa após decisão polêmica de Trump
Levantamento da Quaest revela que eleitores de direita estão migrando de candidato devido ao impacto das taxas americanas na economia brasileira.
Um levantamento da Genial/Quaest indica que as taxas de importação estabelecidas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil estão impactando a intenção de voto em Flávio Bolsonaro. A pesquisa, realizada em julho, capturou a percepção dos eleitores antes da confirmação oficial das medidas pelo governo norte-americano. Os dados revelam uma mudança no panorama político para as próximas eleições, com reflexos diretos na base de apoio do atual senador.
Os números mostram que a preferência pelo parlamentar caiu de 30% para 27% em um mês. O recuo mais expressivo ocorreu entre eleitores de direita não alinhados ao ex-presidente, grupo no qual a queda atingiu dez pontos, passando de 70% para 60%. Simultaneamente, a parcela desse segmento que declarou intenção de escolher “outro” nome subiu na mesma proporção. Na base mais conservadora, houve uma redução de sete pontos na preferência pelo pré-candidato.
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Em contrapartida à perda de tração do representante do PL, o atual chefe do Executivo apresentou crescimento. A parcela de entrevistados com maior propensão a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 39% para 42%. Esse avanço foi impulsionado pelo eleitorado independente, grupo decisivo em cenários polarizados. Entre esses votantes, a preferência pelo petista saltou sete pontos percentuais, superando a margem de erro estipulada para este recorte.
A disputa sobre a responsabilidade pelas medidas econômicas também reflete nos indicadores da sondagem. A maioria dos consultados, representando 51% da amostra, concorda com a narrativa do governo federal, que associa a criação das taxas à figura do senador. A justificativa do parlamentar, que afirma ter solicitado ao líder estrangeiro que não aplicasse as cobranças, convence 30% do público, registrando uma diminuição de cinco pontos em relação ao mês anterior.
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O contexto gerado pela decisão internacional transformou o debate comercial em uma pauta central. De acordo com os dados, 63% dos brasileiros acreditam que as novas cobranças alfandegárias afetarão diretamente o seu cotidiano. A margem de erro do levantamento geral é de dois pontos percentuais, apresentando variações específicas dependendo do recorte ideológico analisado pelos pesquisadores durante as entrevistas com a população.



