Política

Decisão de partido ligado a Edir Macedo muda o cenário para Flávio Bolsonaro nas próximas eleições

A legenda tenta desvincular sua imagem das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Digimais para focar na articulação política nacional.

O partido Republicanos caminha para formalizar o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A articulação ocorre em um momento de tensão para a sigla, que busca afastar sua imagem das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Digimais. A instituição, associada a Edir Macedo, foi alvo da Operação Miragem sob suspeita de manipulação contábil. A cúpula trabalha para que o desgaste não contamine as negociações com o Partido Liberal.

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A aproximação entre a legenda e o senador exige uma reestruturação no discurso da sigla. Marcos Pereira, presidente nacional do partido, atua para demonstrar independência institucional. Dirigentes aliados argumentam que a organização política possui “vida própria” e não deve ser atrelada exclusivamente à estrutura religiosa. Essa postura tenta blindar as tratativas das repercussões geradas pelas apurações sobre crimes financeiros.

Flávio Bolsonaro e a articulação com Daniella Marques no Republicanos

Um dos principais elos dessa aliança é Daniella Marques, que ingressou na legenda em abril. Ela atua na coordenação econômica do parlamentar e surge como opção para compor a chapa na vaga de vice. A indicação esbarra na resistência de membros tradicionais, que veem com ressalvas a ascensão de uma recém-filiada. Antes de assumir o papel na campanha, ela integrou o conselho de administração do banco investigado.

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A consolidação do acordo depende de compensações nos estados, com a exigência de palanques regionais. O movimento altera a rota traçada no início do ano por Marcos Pereira, que chegou a defender Tarcísio de Freitas para a disputa nacional. Com o governador paulista focado na reeleição, a direção partidária recalculou a estratégia, vislumbrando vantagens em colégios como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Acordos regionais do Republicanos e os desafios da campanha presidencial

Para viabilizar a união sem romper alianças locais, a direção avalia liberar diretórios estaduais em regiões onde mantém proximidade com a base de Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar busca essa estrutura para reverter o isolamento no centro político. A parceria exige que a sigla assuma os riscos de associar sua imagem ao candidato em meio aos desdobramentos do caso Digimais e às revelações sobre negociações com o Banco Master.

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