Brasil

Perigo oculto: o que os jovens nas férias fazem nas telas quando os pais não estão olhando

Levantamento da ChildFund alerta para a vulnerabilidade de adolescentes em aplicativos de mensagens e jogos

Um levantamento da ChildFund revelou que apenas 21% dos adolescentes praticam atividades de lazer longe dos eletrônicos. O estudo, que ouviu mais de oito mil pessoas entre 13 e 18 anos no país, mapeou o comportamento dos jovens nas férias. Os dados indicam que a maioria prefere o ambiente digital a esportes e passeios presenciais, aumentando a exposição a riscos virtuais.

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A pesquisa constatou que 41% dos entrevistados já tiveram contato com desconhecidos na internet. As abordagens costumam iniciar em jogos e redes sociais, migrando para aplicativos como WhatsApp e Telegram. Nesses canais privados, ocorre a maior parte das trocas de conteúdos inadequados e episódios de violência íntima, facilitados pela ausência de monitoramento.

Riscos para jovens nas férias segundo a ChildFund

O presidente executivo do ChildFund, Mauricio Cunha, explica a percepção sobre a segurança digital. “Quando falamos em violência sexual on-line, muitas pessoas ainda acreditam que a internet é um ambiente inofensivo por não envolver contato físico direto. No entanto, o abuso virtual existe, provoca graves impactos emocionais e pode deixar marcas psicológicas profundas em crianças e adolescentes, além de expô-los a situações traumáticas e permanentes”, comenta. Ele alerta sobre a madrugada: “O anonimato proporcionado pela internet, aliado à facilidade de acesso às vítimas, favorece a atuação de abusadores”.

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O estudo identificou que carência afetiva e ausência de diálogo familiar tornam os adolescentes vulneráveis à manipulação. Muitas vítimas enfrentam culpa e medo do julgamento, resultando na subnotificação dos casos. A longo prazo, as consequências dessas vivências podem se estender até a fase adulta, gerando isolamento, tensão emocional e quadro emocional delicado.

Como proteger os adolescentes no WhatsApp e Telegram

Para mitigar esses riscos, recomenda-se incentivar momentos de convivência e o uso de ferramentas de controle parental. “Durante as férias, é importante que as famílias ou responsáveis estejam presentes para criar vínculos de confiança, além da supervisão. Crianças e adolescentes precisam se sentir seguros para conversar sobre o que vivem na internet sem medo de punição ou julgamento”, afirma Cunha.

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