Brasil

Assustador: violência contra a mulher no RJ cresce na internet e bate recorde

Levantamento do Instituto de Segurança Pública detalha o perfil das vítimas e o aumento de agressões psicológicas no ambiente digital

O estado do Rio de Janeiro registrou um caso de violência contra a mulher no RJ a cada três minutos durante o ano de 2025. Os dados integram o Dossiê Mulher 2026, publicado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que contabilizou 159.041 vítimas no período, o que representa uma média de 18 ocorrências por hora. O perfil mais frequente entre as pessoas atingidas é composto por mulheres negras, solteiras e com idade entre 18 e 29 anos.

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Pelo quinto ano consecutivo, a agressão psicológica liderou os registros no estado, somando 59.742 vítimas, uma média de 164 notificações diárias. O documento indica que táticas de controle, intimidação, humilhação e manipulação permanecem como os métodos mais utilizados pelos agressores para minar a autonomia e a autoconfiança das vítimas.

Aumento da violência contra a mulher no RJ pela internet

O ambiente digital apresentou um salto expressivo nas notificações, com um crescimento superior a 1.300% em relação a 2015. O relatório dedicou uma seção inédita ao impacto de comunidades misóginas virtuais. O texto oficial ressalta que: “O avanço do discurso redpill e os diferentes níveis em que ele pode se manifestar apontam como a misoginia sempre encontra novos meios para se difundir nas mídias digitais, adaptando-se aos avanços de fortalecimento dos mecanismos de proteção às mulheres”.

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A tecnologia também foi usada para burlar determinações judiciais, resultando em 5.870 descumprimentos de medidas protetivas, o maior índice desde o início da contagem em 2018. Em cerca de 10% dessas situações, os agressores utilizaram aplicativos de mensagens, redes sociais e até transferências bancárias via PIX para monitorar ou forçar contato com as vítimas.

Dados do Dossiê Mulher sobre crimes contra mulher e violência sexual

O levantamento documentou 105 vítimas de crimes contra mulher, sendo que 83,8% das ocorrências aconteceram dentro das residências e 51,4% foram cometidas por parceiros. Em 46,4% desses episódios, os autores estavam sob o efeito de álcool ou substâncias ilícitas. Além disso, o estado somou 8.681 registros de violência sexual. A maior parte dessas agressões afetou pessoas vulneráveis, sendo que quase metade das vítimas dessa categoria específica tinha até 11 anos de idade, com os atos ocorrendo majoritariamente no ambiente doméstico e praticados por conhecidos.

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