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Relato tenso: filha da PM Gisele revela o que acontecia antes de tragédia

Entenda como funciona o depoimento especial da criança no julgamento do tenente-coronel acusado de crime contra mulher.

A filha de sete anos da soldado PM Gisele Alves Santana presta depoimento nesta quarta-feira durante o julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, em São Paulo. O oficial da Polícia Militar é julgado pela acusação de crime contra mulher, ocorrido em fevereiro deste ano. O réu, que foi detido um mês após o falecimento da esposa, nega as acusações e sustenta a versão de que a policial tirou a própria vida no apartamento do casal.

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O procedimento judicial com a criança ocorre no formato de depoimento especial, uma diretriz legal voltada para menores de idade que figuram como testemunhas de violência. A dinâmica prevê que a oitiva aconteça em uma sala reservada, conduzida por um psicólogo ou assistente social. O juiz e as demais partes acompanham a gravação de outro ambiente, com o objetivo de preservar a integridade da menor e evitar a revitimização.

Relatos da filha da PM Gisele sobre o coronel Geraldo Leite

A menina residia com a mãe e o padrasto em um imóvel no bairro do Brás, na região central da capital paulista, mas não estava no local no momento em que a policial foi ferida. De acordo com os autos, a criança relatava frequentemente ao pai biológico a existência de atritos intensos na residência. Na véspera do falecimento da mãe, o genitor buscou a filha, que chorou e expressou que não desejava retornar ao apartamento devido aos conflitos.

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Além da menor, o cronograma judicial prevê a escuta de outros familiares da vítima, incluindo os pais, o irmão e o ex-marido. A fase de instrução do julgamento reúne dezenas de testemunhas, englobando agentes que atenderam a ocorrência, peritos e vizinhos. O encerramento desta etapa está programado para sexta-feira, data em que ocorrerá o interrogatório do tenente-coronel.

Investigação do falecimento e a dúvida razoável no processo

O incidente ocorreu em 18 de fevereiro, quando a policial foi encontrada com um ferimento grave. Equipes de resgate transportaram a vítima ao Hospital das Clínicas, onde ela faleceu horas depois devido a um traumatismo cranioencefálico. O registro inicial indicava que a mulher tirou a própria vida, porém, a tipificação mudou após a identificação de uma “dúvida razoável” por parte dos investigadores e peritos criminais responsáveis pelo caso.

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