Brasil

Sem dinheiro na Itália? Mãe de Carla Zambelli faz apelo urgente e pede doações

Ex-parlamentar enfrenta processo de extradição e está com as contas bloqueadas após deixar o Brasil

A mãe da ex-deputada federal Carla Zambelli, Rita Zambelli, iniciou uma mobilização financeira nas redes sociais para auxiliar a filha na Europa. A iniciativa busca arrecadar fundos para a ex-parlamentar, que lida com trâmites judiciais e um pedido de extradição em território italiano. A meta estabelecida na plataforma de financiamento coletivo é de 5,5 mil euros, valor destinado a custear as despesas da política no exterior.

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Por meio de uma publicação na plataforma X, a familiar explicou a situação financeira da filha desde que ela saiu do território nacional. A arrecadação já ultrapassou a marca de 700 euros com as contribuições de apoiadores. No texto compartilhado junto com as instruções para transferências internacionais, a mãe fez um apelo direto aos seguidores: “Como mãe, venho pedir a cada um de vocês que puderem, ajudem minha filha”.

Por que as contas de Carla Zambelli estão bloqueadas

A restrição financeira mencionada na campanha está ligada às decisões do Supremo Tribunal Federal. Na mesma publicação em que solicita o apoio econômico, a organizadora da vaquinha detalhou o motivo da urgência, afirmando que a ex-deputada “teve todas as contas bloqueadas logo após seu exílio e precisa de ajuda até que consiga se estabelecer”. O material circulou rapidamente entre os eleitores da política no ambiente digital.

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A saída do Brasil ocorreu depois que o STF condenou a ex-parlamentar por envolvimento na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça. O tribunal concluiu que houve atuação com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsificados no Judiciário. Ela viajou para a Itália, onde possui cidadania, o que motivou o governo brasileiro a acionar a cooperação internacional para solicitar sua devolução.

Processo de extradição de Carla Zambelli na Itália

Após o pedido oficial do Brasil, autoridades italianas detiveram a ex-deputada em Roma, onde ela aguarda a análise judicial. Tribunais locais já emitiram pareceres favoráveis ao seu retorno ao território brasileiro. A defesa apresentou recursos, argumentando a existência de perseguição política, tese rejeitada por magistrados italianos anteriormente. Além do caso do CNJ, há uma sentença por porte ilegal de arma de fogo em 2022.

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