Deportação iminente: ativista colombiano Beto Coral é alvo dos EUA após desafiar aliado de Trump
Detenção ocorre após memorando de Marco Rubio apontar que ações políticas do estrangeiro prejudicam os interesses da política externa americana
O ativista colombiano Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido por agentes de imigração em Phoenix, nos Estados Unidos. A captura ocorreu na terça-feira, após o influenciador organizar manifestações contra Abelardo de la Espriella, recém-eleito à presidência da Colômbia com apoio de Donald Trump. Apoiador de Gustavo Petro, o progressista foi interceptado pelo ICE ao retornar para sua residência.
A ação coincidiu com um memorando do secretário de Estado Marco Rubio. O documento destaca que “Coral Garrido usou sua presença nos Estados Unidos para conduzir atividade política em apoio ao governo Petro”. O texto argumenta que “Permitir que Coral Garrido permaneça nos Estados Unidos prejudica os interesses da política externa dos EUA nos processos democráticos da Colômbia e sinaliza que estrangeiros podem usar plataformas americanas para conduzir campanhas de desinformação politicamente motivadas e litígios visando atores democráticos estrangeiros sem consequências”.
Motivos da prisão do ativista colombiano Beto Coral nos EUA
Antes da captura, o ativista viajou a Miami para desencorajar votos no candidato de ultradireita e registrou denúncia no FBI por gravações ilegais. Segundo Tatiana Camacho, ex-companheira do influenciador, o atrito iniciou quando o político representava Álvaro Uribe, afirmando que “Em várias ocasiões, ele havia contatado Beto para que ele se retratasse de suas declarações”.
O Departamento de Segurança Interna justificou a operação com base no status migratório do indivíduo. Em nota, o órgão esclareceu que “Coral Garrido entrou no país em dezembro de 2015 com um visto B1/B2 que lhe permitiria permanecer no país por seis meses”. A declaração federal complementa que, “Em violação às leis de nossa nação, ele excedeu o prazo de seu visto por dez anos. Ele permanecerá sob custódia do ICE aguardando procedimentos de remoção.”
Repercussão política sobre a deportação de Beto Coral
Gimena Sánchez, diretora do Washington Office on Latin America, declarou que “A mensagem é que você não pode se opor, criticar ou protestar contra alguém que o governo dos EUA considera ser um amigo próximo”. Antes da operação, o presidente eleito publicou que haveria “boas notícias para colombianos patriotas no exterior”, sem comentar o caso diretamente.



