Mistério revelado: laudo expõe a verdadeira origem dos R$ 75 milhões do filme sobre Bolsonaro
Documento encomendado por produtora nega uso de dinheiro público na obra Dark Horse, mas mantém investidores do fundo Havengate em sigilo
A produtora Go Up Entertainment divulgou um laudo pericial privado afirmando que o filme sobre Bolsonaro, intitulado Dark Horse, foi financiado integralmente pela iniciativa privada. O documento atesta que a obra audiovisual consumiu cerca de R$ 75 milhões, o equivalente a US$ 13 milhões, sem a utilização de recursos públicos, incentivos fiscais ou mecanismos de fomento cultural.
Elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa, o relatório baseou sua conclusão na análise de contratos, comprovantes bancários, remessas internacionais e despesas de produção realizadas no Brasil e nos Estados Unidos. A divulgação do balanço financeiro acontece em um momento de maior escrutínio sobre o projeto, que passou a ser alvo de questionamentos na esfera política e judicial.
Investigação sobre o fundo Havengate e o filme sobre Bolsonaro
O documento aponta que os recursos derivam de um contrato firmado em fevereiro de 2025 entre a produtora e o fundo Havengate. O instituto responsável pela perícia, no entanto, não revelou a identidade dos investidores do fundo, justificando a omissão com base em cláusulas de confidencialidade. O Havengate é citado em apurações da Polícia Federal que tentam mapear a relação financeira entre o empresário Daniel Vorcaro e o custeio da obra.
Os valores apresentados pela perícia privada são inferiores às cifras mencionadas em outras frentes de apuração. Informações recentes apontaram que Flávio Bolsonaro teria discutido um orçamento de aproximadamente US$ 24 milhões para a realização do longa-metragem. Esse montante, que ultrapassa a marca de R$ 134 milhões na conversão, diverge substancialmente do custo total validado pelo laudo técnico encomendado pela produtora.
Operação policial e a produtora do filme Dark Horse
A entrega da análise contábil ocorre dias após a deflagração da Operação Wi-Fi Livre pela Polícia Civil de São Paulo. A ação investiga possíveis irregularidades em contratos de R$ 108 milhões ligados ao Instituto Conhecer Brasil, entidade associada à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment. Em declaração sobre o tema, Flávio Bolsonaro afirmou que o inquérito paulista não possui relação com a produção do filme.



