Saúde & Bem-estar

Ignorar o frio constante nas mãos e pés esconde um risco grave para a sua saúde vascular

Especialista explica como a doença arterial obstrutiva periférica afeta a temperatura das extremidades do corpo

Sentir frio constante nas mãos e pés no inverno é uma reação natural, mas a persistência dessa sensação térmica exige investigação. Embora muitos associem as extremidades geladas apenas ao clima, o sintoma contínuo atua como um alerta para alterações na saúde vascular. A dificuldade em manter o aquecimento dos membros, especialmente em ambientes de clima ameno, aponta para a necessidade de avaliar o sistema sanguíneo e descartar condições clínicas.

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O resfriamento ocorre devido a um processo fisiológico que prioriza o sangue para os órgãos vitais. No entanto, quando isso vira um padrão diário, a origem do desconforto costuma estar ligada a um problema circulatório. A restrição na passagem do sangue impede que a temperatura se mantenha uniforme. O cirurgião vascular Herik Oliveira detalha essa resposta do organismo: “A vasoconstrição diminui o fluxo sanguíneo e reduz a produção de calor nos tecidos”.

O que o médico Herik Oliveira diz sobre o frio constante nas mãos e pés

A avaliação médica torna-se indispensável quando a alteração de temperatura nos membros não apresenta relação com o clima externo. O diagnóstico precoce de disfunções vasculares depende da observação atenta aos sinais diários, evitando que quadros iniciais evoluam. Sobre a necessidade de buscar orientação profissional para investigar o sintoma, o especialista alerta: “Quando ocorre com frequência ou fora do frio, pode indicar algo mais importante”.

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Entre as condições diagnosticadas a partir desse sintoma, destaca-se a doença arterial obstrutiva periférica como uma das causas mais recorrentes. A patologia é caracterizada pelo bloqueio das artérias, o que compromete a distribuição do fluxo sanguíneo. Essa obstrução cria uma barreira que impede a chegada do sangue em volume adequado até as pontas dos dedos, justificando a queda permanente da temperatura nessas regiões.

Relação da doença arterial obstrutiva periférica com o problema circulatório

O tratamento para a desregulação térmica nas extremidades depende da identificação exata do fator causador da obstrução. Os protocolos médicos envolvem desde adequações no estilo de vida até intervenções para desobstruir os vasos afetados. O acompanhamento regular com profissionais da área vascular garante o monitoramento do fluxo de sangue e a manutenção da temperatura corporal, prevenindo o agravamento das restrições arteriais.

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