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Caos nos transportes: greve geral em Portugal cancela voos e fecha escolas nesta quarta-feira

Paralisação afeta metrô de Lisboa, trens e hospitais em protesto contra projeto do governo que altera mais de 100 artigos do código do trabalho

Uma greve geral em Portugal afetou a rotina do país nesta quarta-feira, interrompendo serviços como transporte, aviação e educação. A mobilização, segunda paralisação nacional em seis meses, foi organizada por sindicatos contra a reforma trabalhista do governo de centro-direita. A proposta, que deve avançar com apoio do partido Chega, visa modificar mais de 100 artigos do código do trabalho.

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Os efeitos do protesto atingiram a infraestrutura portuguesa. A companhia aérea TAP manteve apenas 79 dos mais de 300 voos diários, enquanto a Iberia estimou cortes de até 75%. No transporte terrestre, a estatal ferroviária CP suspendeu viagens longas e regionais, e o metrô de Lisboa fechou. Escolas suspenderam aulas por falta de funcionários e hospitais adiaram cirurgias devido à adesão de enfermeiros.

Impacto da greve geral em Portugal e críticas da CGTP

A central sindical CGTP argumenta que as alterações precarizam o emprego, facilitam demissões e limitam o direito à greve. O projeto prevê jornadas de 50 horas sem remuneração extra e suspensão de limites para terceirização. O bancário Rodrigo Azevedo afirmou que as mudanças deixarão os jovens “presos a contratos precários para o resto da vida”. Ele ressaltou que “O pacote trabalhista é uma grande ameaça não apenas para o futuro dos jovens trabalhadores, mas para o nosso presente”.

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Entre as medidas contestadas está a flexibilização das demissões. O texto permite que empresas se recusem a reintegrar funcionários em casos de demissão ilegal, desde que paguem indenização. Essa mudança é apontada pelos organizadores como um mecanismo que enfraquece a estabilidade profissional e favorece a substituição de empregados por mão de obra terceirizada com custos menores.

Resposta de Maria do Rosário Ramalho sobre a paralisação

O governo minimizou o alcance do movimento no setor privado, foco principal das regras e que possui força de trabalho cinco vezes maior que o funcionalismo público. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Ramalho, declarou que a adesão nas empresas privadas foi marginal. Em pronunciamento aos jornalistas sobre as atividades no país, a ministra afirmou que “A esmagadora maioria dos trabalhadores está trabalhando, e a economia não parou”.

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