Alerta global urgente: El Niño se aproxima e trará calor extremo
Organização Meteorológica Mundial prevê aumento de secas e chuvas intensas nos próximos meses devido ao aquecimento do oceano Pacífico.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou um comunicado informando que as chances de formação do fenômeno El Niño até novembro deste ano chegam a 90%. A agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) explicou que os modelos de previsão indicam riscos de intensidade moderada a forte. O evento climático é caracterizado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico central e oriental, o que provoca alterações significativas nos padrões de circulação atmosférica em diversas regiões do planeta.
A diretora-geral da instituição, Celeste Saulo, orientou que os países precisam estabelecer preparativos para lidar com o aumento de secas, chuvas intensas e ondas de calor. Historicamente, o fenômeno ocorre em intervalos de dois a sete anos, com duração média de nove a doze meses. Os registros da agência apontam que episódios anteriores contribuíram para que os anos de 2023 e 2024 atingissem recordes históricos de temperatura global, chegando a 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.
Sinais do El Niño no oceano Pacífico
Os dados recentes de monitoramento mostram que a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial centro-oriental já se aproximou dos limites que configuram o evento climático. As medições abaixo da superfície registraram índices superiores a 6°C acima da média histórica. Outro fator analisado pelos pesquisadores é o Índice de Oscilação Sul, um componente atmosférico que também apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento do padrão climático nos próximos meses.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se sobre a proximidade do evento por meio de uma mensagem em vídeo. “O El Niño está chegando à nossa porta. O mundo precisa tratar isso como o alerta climático urgente que é. As condições do El Niño vão alimentar ainda mais o aquecimento global”, declarou o representante. A entidade defende que a mitigação dos impactos exige a redução do uso de combustíveis fósseis e a ampliação dos sistemas de alerta precoce, que atualmente operam em 128 países.
Previsão de temperaturas da Organização Meteorológica Mundial
As projeções para o trimestre entre junho e agosto indicam uma predominância de temperaturas acima da média em quase todas as regiões globais. Os centros climáticos preveem precipitações abaixo do normal durante a estação chuvosa no norte do Chifre da África, monções enfraquecidas no sul da Ásia e um período de verão mais seco na América Central. No Hemisfério Norte, o aquecimento das águas pacíficas pode impulsionar a formação de furacões mais intensos na porção central e oriental do oceano.



