Tensão na Rússia: ataque da Ucrânia atinge alvos estratégicos e incendeia terminal
Ofensiva com drones mirou infraestruturas de petróleo e bases militares em resposta aos bombardeios de Moscou.
O ataque da Ucrânia contra São Petersburgo, na Rússia, ocorreu nesta quarta-feira, durante a abertura do Fórum Econômico Internacional. A ofensiva utilizou drones para atingir infraestruturas estratégicas na antiga capital russa, sem registros de pessoas que faleceram. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou a autoria, detalhando que os alvos incluíram o Terminal de Petróleo de Petersburgo, bases militares em Kronstadt e uma fábrica de armamentos em Tambov.
Nas redes sociais, o chefe de Estado declarou que “Instalações importantes em território russo foram atingidas” e agradeceu a “precisão” das tropas. Sobre a estratégia no conflito, o líder afirmou: “O plano da Ucrânia para sanções de longo alcance está sendo implementado exatamente como necessário para aproximar a paz. Glória à Ucrânia.”
Ataques da Ucrânia em Donbass e ações de Zelensky
Um ônibus de viagem também foi atingido por drones em Yenakiyevo, na República Popular de Donbass, área controlada por Moscou. Segundo Denis Pushilin, líder local, em dados repassados pela agência Tass, sete indivíduos faleceram e 11 sofreram ferimentos. O veículo circulava por uma via vazia no centro do município quando foi interceptado e consumido pelo fogo.
A ação de Kiev ocorreu após uma ofensiva russa que causou o falecimento de 22 cidadãos na Ucrânia na madrugada anterior. Sobre o episódio, Zelensky declarou: “Estamos fazendo tudo o que é possível para proteger o nosso povo, as nossas cidades e as nossas comunidades. E somos gratos àqueles que nos ajudam”. O Serviço de Emergências contabilizou 138 feridos após bombardeios em 38 locais, incluindo áreas residenciais em Dnipro e na capital Kiev.
Justificativa da Rússia para o bombardeio na Ucrânia
O governo ucraniano relatou o lançamento de 73 mísseis e 656 drones por Moscou, deixando 140 mil habitantes sem energia em Kiev. O Ministério da Defesa da Rússia justificou a operação como retaliação a ações consideradas “terroristas” pelo Kremlin. Autoridades russas afirmaram ter usado armamentos de alta precisão contra alvos logísticos, alegando que o país vizinho tentava desestabilizar a região do Mar Negro com veículos não tripulados.



