Decisão de Ronaldo Caiado sobre Silvia Abravanel pode mudar os rumos das eleições de 2026
O ex-governador de Goiás confirmou que o partido debaterá a formação da chapa na próxima semana, descartando aliança inicial com Romeu Zema
O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, declarou que Silvia Abravanel é uma alternativa competitiva para compor sua chapa como vice-presidente nas eleições de 2026. A filha de Silvio Santos ingressou na legenda em março, inicialmente para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. A declaração ocorreu em entrevista coletiva em Belo Horizonte, onde o político abordou as estratégias para o Palácio do Planalto.
Ao avaliar o potencial da recém-filiada, o pré-candidato destacou sua comunicação com o público. “Sem dúvidas é um nome forte. É uma mulher que tem capacidade de poder falar para milhões de brasileiros, com um programa de televisão, e isso faz com que ela seja uma deputada federal (que será) eleita”, afirmou Caiado. O tema será pauta de uma reunião da cúpula partidária agendada para a próxima segunda-feira, na capital paulista.
Gilberto Kassab também avalia compor chapa do PSD
Além de Silvia Abravanel, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, figura entre as opções para a vice-presidência. Em nota pública, o dirigente indicou abertura para o posto: “Mesmo já tendo afirmado que uma candidatura chapa pura pode ser uma hipótese concreta, entendo que muitas etapas e entendimentos precisam ser cumpridos, dentro e fora do nosso partido, até que seja tomada uma decisão sobre o perfil da nossa chapa”.
Kassab complementou no comunicado que, “como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”. No cenário de articulações, Caiado aproveitou para negar os rumores de que poderia desistir da disputa para ser vice de Romeu Zema (Novo). “Esse assunto (ser vice Zema) não foi tratado de maneira alguma”, garantiu.
Ronaldo Caiado e Romeu Zema debatem união da direita
Apesar de descartar a inversão de papéis, o pré-candidato do PSD confirmou que mantém diálogo com Zema para unificar o espectro político conservador. A estratégia central da pré-campanha envolve evitar a fragmentação dos votos no pleito nacional. “Se nós começarmos a nos dispersar, nós não vamos ter bons resultados no segundo turno. Nós temos que chegar com um grau de convivência pacífica e harmoniosa entre nós”, concluiu o político goiano.



