Reviravolta em 2026: pesquisa Real Time Big Data revela queda de Flávio Bolsonaro contra Lula
Levantamento aponta que encontro com Donald Trump não impulsionou o senador e detalha empates técnicos do atual presidente com Caiado e Zema.
O encontro recente entre o senador Flávio Bolsonaro e Donald Trump não gerou o impacto eleitoral esperado, conforme indica a nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira. O levantamento, que avalia o cenário para as eleições presidenciais de 2026, revela que 42% dos eleitores consideraram a reunião na Casa Branca como “neutra”. Além disso, os dados mostram o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto, superando o parlamentar tanto no primeiro quanto no segundo turno. Esta é a primeira sondagem do instituto após a repercussão do caso “Dark Horse”, envolvendo o senador.
Nos cenários projetados para a disputa direta, Lula atinge 45% da preferência do eleitorado contra 40% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O resultado marca uma mudança em relação aos números de maio, quando o petista registrava 43% e o adversário aparecia com 44%. Na simulação de primeiro turno, o atual chefe do Executivo mantém a dianteira com 38%, enquanto o senador contabiliza 33%. A base de apoio do presidente concentra-se principalmente entre o público feminino, eleitores com renda de até dois salários mínimos e pessoas com mais de 60 anos.
Cenários da pesquisa Real Time Big Data para Lula, Caiado e Zema
A sondagem também mediu a força do governo contra outros possíveis candidatos do campo conservador, registrando disputas mais acirradas. O presidente empata tecnicamente com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com ambos marcando 43% das intenções de voto. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o cenário também configura empate técnico dentro da margem de erro, com o petista pontuando 43% ante 40% do mineiro. Por outro lado, o atual mandatário apresenta ampla vantagem sobre o influenciador Renan Santos, vencendo por 46% a 30%, e sobre o deputado Aécio Neves, com um placar de 47% a 23%.
Apesar da liderança nos principais cenários eleitorais, a administração federal enfrenta obstáculos relacionados à percepção econômica da população. O estudo indica que 40% dos entrevistados avaliam que a economia piorou em comparação com a gestão anterior, enquanto 31% enxergam melhora e 25% consideram que a situação permanece igual. O custo de vida, refletido nos preços de itens básicos e despesas cotidianas, representa o principal fator de desgaste para o Palácio do Planalto, impactando diretamente os índices de desaprovação do governo mesmo diante de indicadores macroeconômicos positivos.
Metodologia do levantamento eleitoral para 2026
Para a realização do estudo, o instituto ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional entre os dias 29 e 30 de maio. A margem de erro estipulada para os resultados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança estabelecido em 95%. O levantamento estatístico está devidamente documentado e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05864/2026. Os dados refletem o panorama político atual e as tendências de comportamento do eleitorado a mais de dois anos do próximo pleito presidencial.



