Política

Polêmica na web: Júlia Zanatta propõe separar impostos e liberar armas em Santa Catarina

Parlamentar questiona o pacto federativo e defende que o estado tenha regras próprias, esbarrando em limites da Constituição Federal

A deputada federal Júlia Zanatta gerou repercussão nas redes sociais ao publicar uma mensagem no X sugerindo ampla independência para Santa Catarina. Na postagem, a parlamentar ironiza o pacto federativo e propõe que o estado retenha a totalidade dos impostos arrecadados. A representante catarinense também defende a criação de leis próprias, alterando a subordinação às regras do governo federal.

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Como exemplo dessa flexibilização, a deputada citou a adoção de um “porte de arma tipo Texas”, em referência ao estado norte-americano. Na publicação, Júlia Zanatta utilizou ironia para abordar a reação de opositores caso seja reeleita, afirmando que “toda a corja quer se unir para pedir a separação de SC”. Para finalizar a mensagem, a parlamentar escreveu: “Alguém conta ou eu conto?”.

proposta de Júlia Zanatta sobre autonomia para Santa Catarina

O posicionamento reflete um discurso frequente entre críticos do modelo federativo, focado na ideia de que Brasília concentra excessivamente os recursos públicos. Segundo essa argumentação, o estado recebe de volta uma parcela pequena dos tributos enviados à União. O debate sobre a distribuição de receitas costuma acompanhar discussões sobre o perfil conservador local e a migração interna.

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Apesar das sugestões de independência, especialistas apontam que a legislação estabelece barreiras rígidas para essas propostas. O Artigo 1º da Constituição de 1988 define que a República Federativa do Brasil é constituída pela “união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. Consequentemente, movimentos que visem a separação territorial são inconstitucionais no país.

repercussão das falas de Júlia Zanatta sobre o pacto federativo

A manifestação digital resultou em uma divisão de opiniões entre os usuários. De um lado, apoiadores da representante política endossaram a necessidade de maior descentralização administrativa e defenderam a gestão local dos recursos financeiros. Por outro lado, críticos apontaram o caráter separatista das declarações, ressaltando a incompatibilidade das ideias com as normas constitucionais vigentes.

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