Brasil

Reviravolta na privatização da Copasa: estado suspende anúncio e muda regras do leilão

Companhia de saneamento aguarda aprovação de comitê para definir novos prazos na venda que pode movimentar R$ 10 bilhões

A privatização da Copasa, companhia de saneamento do estado de Minas Gerais, passará por modificações em seu cronograma e nas diretrizes da oferta pública de ações. A empresa comunicou ao mercado financeiro que o anúncio do investidor finalista, previsto para ocorrer nesta quarta-feira, foi substituído por uma reestruturação no prospecto de distribuição secundária dos papéis. As alterações seguem orientações diretas da Secretaria de Desenvolvimento do governo mineiro, que atua como acionista vendedor no processo de desestatização.

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O modelo de venda estabelecia que um acionista de referência, ou um consórcio de investidores, deveria adquirir 30% do capital da estatal antes da oferta secundária. Esse grupo teria ainda a possibilidade de ampliar sua participação para até 45% do total de ações. A expectativa do mercado era de que a operação financeira movimentasse um montante superior a R$ 10 bilhões. O comunicado oficial da empresa justificou a alteração afirmando que a decisão ocorreu devido a “fatores supervenientes verificados no âmbito da oferta pública”.

Novos prazos para a privatização da Copasa e aprovação do governo

As novas regras e o calendário atualizado da operação dependem agora de uma análise técnica. As modificações propostas precisam passar pela avaliação e aprovação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, órgão vinculado à secretaria estadual. Somente após esse aval, as mudanças serão formalmente incorporadas aos documentos da oferta pública. Até o momento, a companhia de saneamento não estabeleceu uma data específica para a divulgação do novo cronograma ou para a retomada das etapas de seleção do acionista de referência.

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A desestatização da companhia mineira representa uma das últimas grandes operações no setor de saneamento básico do país. Entre os interessados confirmados está a Aegea, que participa da disputa por meio do consórcio Livorno Participações. Este grupo é composto por empresas como Itaúsa, Equipav e o fundo soberano de Cingapura, GIC. A concorrência pelo controle da estatal movimenta os principais atores do segmento de infraestrutura, que aguardam a definição das novas diretrizes para readequar suas propostas financeiras.

Disputa entre Aegea e Equatorial pelas ações da Copasa

Além do consórcio liderado pela Aegea, o mercado financeiro monitora a possível participação da Equatorial, que recentemente se tornou acionista de referência da Sabesp. Informações de agências econômicas indicam que a empresa continua como uma potencial concorrente no leilão mineiro. Na semana anterior, a companhia paulista de saneamento havia oficializado sua desistência de integrar o processo de compra da estatal de Minas Gerais, mas a entrada direta da Equatorial na concorrência não foi descartada pelos agentes do setor.

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