Política

Bilhões em risco: Cláudio Castro sofre operação da PF por desvio de aposentadorias no Rio

Agentes investigam aportes do Rioprevidência e da Cedae em instituição financeira durante a oitava fase da operação Compliance Zero

O ex-governador Cláudio Castro é alvo de nova ação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades financeiras. Os agentes apuram a transferência de R$ 3 bilhões para o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. Os recursos movimentados teriam origem na Cedae e no Rioprevidência, fundo responsável por 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

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A ofensiva integra a oitava fase da operação Compliance Zero, com dez mandados no Rio de Janeiro e Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Policiais estiveram na casa do político na Barra da Tijuca. A corporação explicou: “A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024”.

Buscas da Polícia Federal contra Cláudio Castro

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que os aportes ocorreram sob uma “situação extremamente duvidosa”. Conselheiros citaram o “noticiário que dá conta de que este banco oferecia taxas de investimento que são impossíveis de serem aplicadas no mercado”. As aplicações a partir de julho de 2024 somaram R$ 2,01 bilhões, configurando possíveis crimes contra o sistema financeiro e gestão fraudulenta.

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O Rioprevidência defendeu as transações em outubro, afirmando que “o valor efetivamente investido [no Master] foi de aproximadamente R$ 960 milhões, em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master S.A., e a operação segue regular, adimplente e plenamente enquadrada nos parâmetros legais e prudenciais”. A defesa de Castro, feita por Carlo Luchione, acompanhou as buscas.

Impacto no Rioprevidência após repasses ao Banco Master

O valor transferido representa 8% do patrimônio do fundo. O deputado Luiz Paulo criticou: “O dinheiro do Rioprevidência pode agora virar pó. Como colocam o dinheiro bom de aposentados e pesionistas em um banco de terceira linha, conforme já era classificado pelo Banco Central, e que atuava praticamente em esquema de pirâmide, oferecendo retornos extraordinários e insustentáveis?”. A conselheira Mariana Montebello Willeman relatou que o banco estava “numa situação falimentar e que certamente não poderia honrar com os compromissos que vinha assumindo naquela oportunidade”.

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