Política

Polícia Federal indicia suplente de Alcolumbre por desvios em obras do Dnit no Amapá

Investigação aponta interferência de Breno Chaves Pinto em contratos públicos e desvios de recursos na BR-156.

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investiga irregularidades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) do Amapá e formalizou o indiciamento de Breno Chaves Pinto, segundo suplente de Alcolumbre. O empresário responderá pelas acusações de corrupção ativa, tráfico de influência e associação criminosa. A apuração indica que ele integrava um grupo focado em direcionar licitações e desviar verbas de obras rodoviárias na BR-156, cujos contratos somam mais de sessenta milhões de reais, segundo levantamentos da Controladoria-Geral da União.

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Durante as diligências, os agentes federais monitoraram o investigado saindo de uma agência bancária com trezentos e cinquenta mil reais em espécie. Na ocasião, ele embarcou em um veículo registrado no nome de uma companhia pertencente a familiares do presidente do Senado. Além do empresário, o atual superintendente regional do órgão no estado, Marcello Linhares, também foi indiciado por fraude à licitação e violação de sigilo funcional. Mensagens interceptadas mostram Linhares solicitando que o aliado político pressionasse o governo federal por repasses financeiros.

Investigação da PF sobre o suplente de Alcolumbre no Dnit

Os alvos da operação negam o cometimento de atos ilícitos. A equipe jurídica do empresário declarou que “O presente processo tramita sob segredo de Justiça, razão por que as manifestações da defesa ocorrem exclusivamente nos autos, em estrita observância às determinações legais”. Em manifestações anteriores, o acusado justificou que o montante sacado no banco seria destinado à quitação de honorários de funcionários de sua firma. Por sua vez, o departamento de infraestrutura comunicou “que colabora integralmente com as investigações e repudia qualquer prática fraudulenta ou de corrupção”.

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O parlamentar do União Brasil se distanciou das acusações que envolvem seu aliado político. Por meio de um comunicado oficial, a assessoria informou que o senador “não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente, tampouco interfere na contratação de empresas ou em decisões administrativas do DNIT, que competem exclusivamente aos órgãos responsáveis”. O texto ressalta ainda que não existem provas contra o congressista e que ele defende a punição rigorosa dos envolvidos caso os desvios sejam comprovados pelas autoridades competentes.

Posicionamento de Davi Alcolumbre sobre o esquema no Amapá

O relatório final da corporação policial foi remetido para a quarta vara da Justiça Federal em Macapá, responsável por conduzir o andamento do caso. O indiciamento representa a etapa conclusiva do trabalho policial, cabendo agora ao Ministério Público Federal analisar os elementos colhidos. Os procuradores decidirão se apresentarão uma denúncia formal contra os investigados, se solicitarão novas diligências aos investigadores ou se pedirão o arquivamento do procedimento. Somente após a eventual aceitação da denúncia pelo Judiciário é que os indiciados passarão à condição de réus.

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