Política

Tarcísio de Freitas enfrenta crise com PSD e pode perder apoio no interior paulista para 2026

A quebra de acordo sobre a vaga de vice-governador gerou insatisfação na base de Gilberto Kassab, ameaçando a força da campanha republicana

O governador Tarcísio de Freitas lida com um obstáculo político que pode impactar seu projeto de reeleição em 2026. Lideranças do PSD, incluindo prefeitos e deputados do interior de São Paulo, cogitam não participar ativamente da campanha do chefe do Executivo estadual no primeiro turno. A articulação ocorre mesmo após a direção da sigla formalizar aliança com o político do Republicanos, indicando que o esforço conjunto ficaria restrito a um provável segundo turno contra Fernando Haddad.

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O distanciamento tem origem na percepção de que houve uma quebra de compromisso na estruturação da futura chapa eleitoral. O partido comandado por Gilberto Kassab projetava ocupar o cargo de vice-governador na próxima disputa. Contudo, a sinalização de que Felício Ramuth permanecerá na posição gerou insatisfação, uma vez que o atual vice desfiliou-se do PSD e migrou para o MDB, retirando o espaço que a legenda aliada considerava garantido.

Impacto da máquina do PSD na campanha de Tarcísio de Freitas

A insatisfação partidária representa um risco logístico para a base governista, visto que a sigla não atua como uma força secundária no estado. Nas eleições de 2024, a agremiação conquistou 206 prefeituras, quase um terço dos municípios paulistas. Essa rede é fundamental para mobilizar cabos eleitorais e organizar palanques regionais. Sem o engajamento prático dessas lideranças, a coligação corre o risco de ter um apoio meramente burocrático, perdendo capilaridade territorial.

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Diante das especulações sobre uma possível omissão estratégica, o presidente nacional do PSD negou qualquer orientação para que seus filiados recuem. Gilberto Kassab argumentou que sua legenda foi pioneira em declarar adesão ao projeto de reeleição e ressaltou que tem viajado pelo estado para promover a pré-campanha. O dirigente classificou os rumores sobre um boicote interno como “manifestações de origem maldosa ou vindas de pessoas desinformadas”.

Alternativas de Tarcísio de Freitas para o xadrez político de 2026

O cenário evidencia os desafios de administrar uma coalizão ampla, que abriga siglas como PL, MDB e Republicanos. Com a identificação de uma postura apática por parte de alguns prefeitos pessedistas, o núcleo duro do governo estadual planeja buscar sustentação por outros caminhos, apostando na força do PL na Assembleia Legislativa de São Paulo. A movimentação demonstra que a manutenção da aliança exigirá negociações contínuas por espaço e influência na máquina pública.

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