Política

Alvo da PF: o que está por trás da operação contra Cláudio Castro e aliados

Ação também investiga o empresário Ricardo Magro e o desembargador Guaraci Vianna por ligações com a Refit.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tornou-se alvo de um mandado de busca e apreensão durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal. A ação das autoridades ocorre na capital fluminense e integra uma nova fase de investigações sobre figuras públicas e empresariais do estado. Além do político filiado ao Partido Liberal, os agentes federais também cumprem diligências contra outras duas pessoas ligadas ao judiciário e ao setor privado.

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Os outros investigados na ofensiva da corporação são o advogado e empresário Ricardo Magro e o desembargador Guaraci Vianna, vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Magro é o controlador do conglomerado que administra a antiga refinaria de Manguinhos. De acordo com os registros da Receita Federal, o empresário é classificado atualmente como o maior devedor contumaz do país.

Motivo da operação da Polícia Federal contra Cláudio Castro e aliados

O envolvimento do magistrado Guaraci Vianna na apuração possui relação com medidas judiciais anteriores. Em março deste ano, ele foi afastado de suas funções de maneira cautelar por determinação da Corregedoria Nacional de Justiça. A justificativa oficial do órgão na época foi que o desembargador acabou punido por “proferir decisões manifestamente teratológicas no caso envolvendo a Refinaria de Manguinhos, a Refit”.

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A investida policial acontece poucas semanas após uma mudança no cenário político do principal alvo da operação. Cláudio Castro oficializou sua renúncia ao comando do governo estadual no dia 23 de março. A saída do cargo ocorreu na véspera do seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, onde respondia a acusações de abuso de poder político e econômico referentes ao pleito de 2022.

Futuro político de Cláudio Castro após ação da Polícia Federal

Mesmo diante do processo na corte eleitoral e da recente incursão dos agentes federais em seus endereços, o ex-chefe do executivo fluminense mantém seus planos para as próximas eleições. Atualmente, ele se posiciona como pré-candidato ao Senado Federal pela sua legenda. As autoridades competentes continuam a análise dos materiais apreendidos para determinar os próximos passos do inquérito em curso.

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