Política

PEC da escala 6×1 avança e Hugo Motta prevê comissão na próxima semana

Presidente da Câmara dos Deputados pretende concluir a tramitação do projeto até o final de maio em alinhamento com o governo Lula

O avanço da PEC da escala 6×1 na Câmara dos Deputados ganhou um novo desdobramento após a aprovação do texto pela Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta, estabeleceu a previsão de instalar a comissão especial dedicada à análise da proposta na próxima semana. A medida representa uma etapa obrigatória na tramitação do projeto que propõe alterações nas jornadas de trabalho e é tratada como prioridade da gestão federal.

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Apesar da definição sobre o calendário de instalação do colegiado, a relatoria da matéria permanece indefinida. O parlamentar informou que realizará conversas com as lideranças dos partidos políticos antes de oficializar o nome responsável pelo parecer. A comissão especial configura a última fase de debates e ajustes técnicos que a proposição precisa enfrentar antes de ser encaminhada para a votação no plenário.

Tramitação da PEC da escala 6×1 e articulação de Hugo Motta

O planejamento da presidência da Câmara visa garantir celeridade ao processo legislativo da proposta que extingue o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. O objetivo de Hugo Motta é concluir todas as fases de apreciação do texto até o encerramento do mês de maio. Esse cronograma foi estruturado a partir de um alinhamento direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evidenciando o interesse do Executivo na pauta.

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A formação da comissão especial exige a indicação de membros titulares e suplentes pelas bancadas partidárias, respeitando a proporcionalidade das legendas. Durante o funcionamento deste grupo, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, debater o mérito do fim da escala 6×1 e sugerir emendas. O resultado dessas discussões formará o relatório final que será submetido ao crivo dos deputados.

Impacto no governo Lula e próximos passos na Câmara dos Deputados

A aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição exige o apoio de pelo menos 308 votos favoráveis, em dois turnos de deliberação no plenário. A mudança nas regras trabalhistas mobiliza a base governista e a oposição, exigindo negociações para a construção de um consenso. O cumprimento do prazo estipulado para maio dependerá do ritmo das discussões no colegiado e da articulação política nas próximas semanas.

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