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Victoria Ruffo defende evolução das novelas mexicanas e aposta no YouTube

Estrela de A Madrasta explica como o comportamento do público digital influencia o formato das produções atuais

A atriz Victoria Ruffo, conhecida por protagonizar o folhetim A Madrasta, exibido no Brasil pelo SBT, iniciou uma etapa inédita em sua trajetória ao ingressar na criação de vídeos para o YouTube. Com um histórico de quatro décadas dedicadas às novelas mexicanas, a artista avalia que a transição para o ambiente digital reflete uma alteração nos métodos de desenvolvimento e consumo de produtos audiovisuais.

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Durante a divulgação de seus novos projetos na internet, a intérprete ressaltou a importância de adaptar os formatos tradicionais da televisão para as plataformas modernas. “É completamente diferente, mas é por isso que também gosto. Acredito que temos que evoluir, temos que fazer coisas diferentes sem abandonar o que sempre fizemos , porque acho que a novela é um fenômeno que não deveria desaparecer, mas sim crescer, evoluir, tornar-se mais prática, mais orgânica, tudo para que as pessoas a consumam mais, talvez”, declarou.

Victoria Ruffo e o impacto da internet nas novelas mexicanas

O comportamento dos espectadores atuais exerce um impacto direto na estruturação das obras de entretenimento, conforme a análise da profissional. A rotina acelerada exige entregas audiovisuais mais ágeis. “ Acho que, sendo natural, agradável, oferecendo algum motivo para felicidade , originalidade e também algo dinâmico, porque as pessoas se entediam rapidamente se você não entregar algo mais rápido, isso é algo que funciona”, explicou a estrela da teledramaturgia.

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A dinâmica da internet exige narrativas que consigam prender a atenção em um curto espaço de tempo, contrastando com as longas durações dos folhetins televisivos. “Obviamente, uma novela dura muito tempo, mas isso é algo original, algo novo, algo que passa rápido e, ao mesmo tempo, transmite uma mensagem forte”, pontuou a protagonista de A Madrasta, evidenciando as diferenças estruturais entre os meios de comunicação.

A evolução técnica das produções desde A Madrasta

Ao traçar um paralelo entre as gravações do passado e as exigências do mercado atual, a atriz enfatizou as melhorias técnicas implementadas nos estúdios. “As novelas não são feitas como eram há 60 anos, não é? Naquela época, as paredes eram de papelão, e você fechava uma porta e todo o cenário se movia. Obviamente, tudo evoluiu, cresceu, mas isso é mais prático no geral, mais rápido, que é o que estamos vivenciando agora, em que o dia acaba em dois minutos, então é diferente nesse sentido”, concluiu.

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