Militares condenados por trama golpista são presos pelo Exército após ordem do STF
Prisões ocorreram após o Supremo Tribunal Federal rejeitar recursos das defesas; outros dois alvos da operação permanecem foragidos da Justiça
O Exército Brasileiro efetuou a prisão de três militares condenados por envolvimento na chamada trama golpista, especificamente os integrantes que faziam parte do núcleo 4 das investigações. A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira e atende a uma determinação direta do Supremo Tribunal Federal. A ordem para o início do cumprimento das penas foi expedida após a Corte analisar e rejeitar os recursos que haviam sido apresentados pelas defesas dos acusados ao longo do processo.
Os mandados de prisão foram cumpridos contra oficiais de diferentes patentes que figuram na ação judicial. Entre os detidos pelas autoridades militares estão o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida. A execução das sentenças marca uma nova fase no desdobramento jurídico do caso, transferindo os sentenciados para a custódia do Estado conforme a legislação vigente para membros das Forças Armadas.
Alexandre de Moraes e a decisão sobre a trama golpista
A determinação para o encarceramento imediato partiu do ministro Alexandre de Moraes, responsável por conduzir o inquérito no Supremo Tribunal Federal. O magistrado avaliou que, com o esgotamento das possibilidades de recurso na atual instância, a execução da pena deveria ser iniciada sem novos adiamentos. O trâmite processual seguiu o rito estabelecido para ações dessa natureza, culminando na expedição dos documentos necessários para que o Exército realizasse as capturas.
Apesar do cumprimento das três ordens de prisão, o balanço da operação indica que nem todos os alvos foram localizados pelas equipes de busca. As autoridades de segurança pública e as Forças Armadas continuam as diligências para encontrar outros dois indivíduos sentenciados no mesmo processo. O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, não foram encontrados em seus endereços e agora são considerados foragidos da Justiça.
Buscas pelos militares condenados que seguem foragidos
As forças de segurança mantêm os alertas ativos para a captura dos dois procurados, enquanto os três detidos iniciam o cumprimento de suas respectivas penas em instalações militares adequadas. O andamento do processo no Supremo Tribunal Federal segue seu curso legal, com a documentação das prisões sendo anexada aos autos originais. As defesas dos envolvidos já foram notificadas sobre a execução das medidas restritivas de liberdade, consolidando as determinações judiciais emitidas pela mais alta corte do país.



