
Lembro-me dos sonhos doidos
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de uma vida solitária….
Foi quando você chegou nela
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e eu sorri de paixão…
Nas mãos, você carregava encanto…
Nos olhos, desejo e vontade…
Nos desejos, inocência…
na vontade, a imensidão…
Aí, mudei. Não mais voltei
aos tempos de penumbra.
Encontrei um trilho
e nele ao teu lado caminhei…
Moça, eu queria que fosse sempre assim…
Por você sempre serei um coração menino,
vendo o sol das manhãs nascendo
lá de trás das montanhas azuis,
onde o sonho é sem fim,
e até da solidão o que reluz
é o caminho que ao teu colo conduz,
minha Uva! Meu Querubim!
Tiago de Linz Caliari

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