Marcos Oliveira, o Beiçola, revela detalhes de sua intimidade e desabafa sobre saúde atual
Em participação em podcast, o artista relembrou vivências da juventude, criticou a exposição nas redes sociais e detalhou seu quadro clínico atual
O ator Marcos Oliveira, amplamente reconhecido pelo personagem Beiçola no seriado “A Grande Família”, compartilhou detalhes sobre sua trajetória pessoal e íntima durante participação no podcast “Papagaio Falante”. Em conversa com os apresentadores Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, o artista relembrou experiências da juventude com naturalidade e bom humor. Oliveira abordou sua vivência sexual de forma aberta, destacando que aproveitou intensamente diferentes fases de sua vida. Durante o diálogo, o ator enfatizou que suas interações do passado foram pautadas pela reciprocidade, afirmando: “Já dei muito, graças a Deus. Dei e recebi da mesma forma”.
Ao descrever o que chamou de “travessuras”, o artista mencionou ter participado de diversas experiências coletivas. Ele relatou que sua rotina era bastante movimentada e sem restrições quanto ao número de participantes em seus encontros. “Fui muito levado, fiz muitas travessuras, a 300 quilômetros por hora, cara. Fiz ménage à trois (sexo a três), ménage à quatre (a quatro), a sete… sete pessoas, homem, mulher..”, revelou o ator. Para Oliveira, o cenário social da época permitia uma liberdade que, em sua visão, não é mais encontrada nos dias atuais devido ao julgamento público.
Impacto das redes sociais e mudanças comportamentais
Na análise do intérprete, a sociedade contemporânea tornou-se mais rígida e menos espontânea em comparação às décadas anteriores. Ele defendeu que antigamente as relações eram pautadas pela leveza e que os encontros aconteciam sem grandes preocupações posteriores. “Não tinha tempo ruim, porque hoje em dia… risos o mundo encaretou. Tenho muitos riscos hoje em dia. As pessoas eram mais leves, então pintava um lance, acontecia e acabava”, afirmou. O ator demonstrou incômodo com a vigilância constante proporcionada pela tecnologia e pelas plataformas digitais.
Marcos Oliveira também criticou a perda de privacidade causada pelo uso excessivo de câmeras e pela cultura do compartilhamento imediato na internet. Segundo ele, qualquer gesto simples pode ser interpretado de maneira equivocada pelo público virtual. “Hoje, se pintou o lance e você fizer, está no dia seguinte no Instagram de não sei quem. Instagram, câmeras… se você ajoelhar e rezar o Pai-Nosso, vão achar que você está fazendo outra coisa”, ironizou o artista ao comentar sobre a exposição constante a que as figuras públicas e cidadãos comuns estão submetidos.
Desafios de saúde e manutenção do desejo
A parte final da entrevista foi marcada por um relato sobre sua condição física atual, que impõe limitações à sua rotina. O ator explicou que enfrenta problemas decorrentes de fístulas e do uso de uma bolsa de colostomia, o que gera desconforto físico frequente. “Meu mundo caiu, estou com problema aqui embaixo, com fístula, ainda com colostomia; às vezes dói. Nesta vida, não vai mais”, desabafou. Apesar das dificuldades biológicas, Oliveira ressaltou que a ausência de atividade física não significa a extinção do interesse ou da libido.
Para o artista, a sexualidade permanece como um elemento intrínseco à existência humana, comparável a necessidades básicas como alimentação. Ele pontuou que a conexão entre o físico e o emocional é fundamental, reiterando que o desejo persiste no campo mental mesmo quando o corpo apresenta restrições. “Sexo faz parte da vida. É como comer, beber, viver, porque mistura sexualidade com afetividade. Claro que não vou fazer sexo com quem me odeia ou com quem eu odeio, mas, na base do sexo, pode acontecer tudo, ali você expõe sua persona. Tesão, a gente nunca perde. A coisa fica na cabeça, mas o físico não acontece”, concluiu.



