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Cruz Vermelha confirma mais de 1.900 óbitos no Irã após escalada de ataques aéreos

Dados da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha indicam que o Crescente Vermelho é a única entidade nacional operando no país.

O balanço oficial das consequências humanitárias no Irã aponta que mais de 1.900 pessoas faleceram e ao menos 20 mil ficaram feridas desde o início das operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) por Maria Martinez, representante da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC). Segundo a porta-voz, a situação demanda esforços intensos de assistência, sendo o Crescente Vermelho Iraniano a única organização de ajuda humanitária com capilaridade nacional que permanece em operação em todo o território em meio ao agravamento do cenário bélico na região.

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Novas incursões aéreas foram registradas durante a madrugada desta sexta-feira, atingindo áreas urbanas e residenciais. Relatos das autoridades locais e da mídia estatal iraniana confirmaram ataques nas cidades de Qom e Urmia, resultando em novas perdas de vidas civis. Em Qom, o vice-governador informou por meio de uma plataforma de mensagens que pelo menos 18 pessoas faleceram em decorrência das explosões. Anteriormente, agências de notícias locais já haviam reportado que três residências foram atingidas, provocando a morte de seis cidadãos, o que demonstra a vulnerabilidade de perímetros habitacionais diante da troca de disparos e bombardeios.

Impactos das operações militares em áreas residenciais urbanas

Na cidade de Urmia, a destruição de infraestruturas civis mobilizou equipes de emergência que atuam na busca por sobreviventes entre os escombros. Imagens divulgadas por agências humanitárias mostram socorristas escalando blocos de concreto em prédios severamente danificados. A agência estatal Islamic Republic News Agency (IRNA) confirmou que quatro residências foram completamente destruídas e que “vários cidadãos nossos foram mortos e feridos”. O cenário de devastação inclui a presença de pertences pessoais e brinquedos sob os destroços, evidenciando o impacto direto das ações militares sobre a população civil que reside nos centros urbanos atingidos.

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Em nota oficial, o Crescente Vermelho detalhou as operações de resgate que ocorrem de forma ininterrupta nas zonas afetadas. “Na madrugada de sexta-feira, após um bairro residencial em Urmia ser atingido por um ataque aéreo, equipes de socorro chegaram ao local e estão realizando operações de busca e resgate”, afirmou a organização. O trabalho dos voluntários e profissionais de saúde ocorre sob condições de alto risco, visando localizar pessoas desaparecidas e prestar os primeiros socorros aos feridos, que já somam dezenas de milhares em todo o país desde o início das hostilidades.

Assistência humanitária e balanço das vítimas no território iraniano

A comunidade internacional acompanha com atenção o desdobramento da crise, enquanto o Irã solicita formalmente que as Nações Unidas condenem as ações aéreas, citando especificamente ataques contra instituições de ensino. O contexto de instabilidade é agravado por tensões internas e preocupações diplomáticas globais sobre alianças estratégicas na região. Enquanto o número de óbitos ultrapassa a marca de 1.900, as agências de auxílio tentam estruturar corredores de assistência para suprir a demanda hospitalar, que enfrenta sobrecarga devido ao volume de 20 mil feridos registrados pela Cruz Vermelha até o momento.

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