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Polícia investiga estudantes do IFSul por ranking ofensivo com fotos de alunas

Caso ocorreu no campus Pelotas e envolve imagens não autorizadas de 29 estudantes; Polícia Civil apura ato infracional análogo a cyberbullying

Oito estudantes matriculados no campus Pelotas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) foram afastados de suas atividades acadêmicas por tempo indeterminado. A medida foi tomada pela instituição após a descoberta de que o grupo criou e compartilhou um “ranking” classificatório contendo imagens de alunas da escola. O material, disseminado através de grupos em aplicativos de mensagens, utilizava fotos não autorizadas de 29 meninas e um menino, todos adolescentes com idades entre 15 e 16 anos. O caso gerou repercussão imediata e mobilizou tanto a administração do colégio quanto as autoridades de segurança pública.

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul assumiu a investigação do caso, detalhando que o conteúdo compartilhado possuía teor altamente ofensivo. Segundo as autoridades, as imagens eram acompanhadas de termos pejorativos, atribuindo notas ou classificações aos corpos das vítimas. A delegada responsável pelo caso, Lisiane Mattarredona, explicou à imprensa a natureza do material analisado pelos investigadores. De acordo com a autoridade policial, “Os comentários depreciativos estavam destacados ao lado das fotos das estudantes, como se fosse uma classificação”. Diversas famílias das vítimas já procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência.

Detalhes da investigação policial

O inquérito apura a conduta dos oito adolescentes envolvidos, que podem responder por ato infracional análogo ao crime de cyberbullying. Caso sejam considerados culpados ao final do processo legal, a legislação prevê a aplicação de medidas socioeducativas que variam de dois a quatro anos de duração. A delegada Mattarredona informou que o trabalho de apuração segue em andamento para esclarecer todos os fatos. Ela declarou: “Nós estamos reunindo todos os elementos, fazendo oitivas de testemunhas e dos responsáveis das vítimas”. Para preservar os adolescentes afetados, os depoimentos serão colhidos por equipes especializadas do Poder Judiciário.

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No âmbito educacional, o IFSul agiu administrativamente assim que tomou conhecimento dos fatos. Os estudantes suspeitos de autoria do material apresentaram-se voluntariamente à direção e foram suspensos preventivamente enquanto correm os trâmites internos. A instituição federal também organizou uma rede de acolhimento para as vítimas expostas na lista. As alunas e seus responsáveis legais receberão acompanhamento de profissionais de psicologia e serviço social do instituto. Além disso, reuniões foram realizadas com os pais dos alunos envolvidos na criação do ranking para comunicar as medidas disciplinares iniciais.

Procedimentos internos e órgãos acionados

Para garantir a transparência e a legalidade do processo, o IFSul comunicou que formalizará a ocorrência junto a diversos órgãos externos competentes. A lista de entidades acionadas inclui a Polícia Federal, o Ministério Público, o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude. Processos administrativos internos também serão abertos para documentar o caso e definir as sanções finais. Em nota oficial, a instituição reiterou seu compromisso com a segurança no ambiente escolar, afirmando que “situações como esta são tratadas com a máxima seriedade, responsabilidade institucional e respeito às pessoas envolvidas”, assegurando também o direito à ampla defesa.

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