Boletim médico aponta melhora de Bolsonaro após saída da UTI em Brasília
Ex-presidente trata broncopneumonia bacteriana no Hospital DF Star; PGR manifestou-se favorável à prisão domiciliar, mas decisão cabe ao STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva para um quarto no Hospital DF Star, localizado em Brasília, após apresentar evolução positiva em seu quadro clínico. A movimentação ocorreu neste fim de semana, conforme informações divulgadas pela equipe médica que acompanha o político. Ele enfrenta uma infecção pulmonar e, segundo o boletim médico oficial liberado neste domingo, dia 24 de março de 2026, o paciente permanece sob cuidados hospitalares rigorosos para o tratamento de uma pneumonia com o uso contínuo de antibióticos. Apesar da melhora registrada que permitiu a saída da terapia intensiva, os profissionais de saúde responsáveis pelo caso informaram que ele “continua sem previsão de alta hospitalar”, necessitando de observação constante para garantir a estabilidade do quadro.
O diagnóstico detalhado pela equipe aponta que Bolsonaro está sendo tratado de uma broncopneumonia bacteriana bilateral, uma condição que afeta os dois pulmões simultaneamente. De acordo com as explicações fornecidas pelos médicos do Hospital DF Star, o problema de saúde teve o que os especialistas classificam tecnicamente como “origem aspirativa”. Essa complicação clínica ocorre quando o conteúdo gástrico, proveniente do estômago, acaba entrando nas vias respiratórias do paciente, o que pode desencadear um processo infeccioso grave nos órgãos respiratórios. A equipe agiu para conter o avanço da infecção, monitorando os sinais vitais e a resposta do organismo às intervenções terapêuticas iniciais realizadas na unidade de saúde.
Alteração no protocolo medicamentoso
Durante a fase inicial do tratamento hospitalar, os especialistas optaram pela administração de dois tipos de antibióticos para combater a bactéria instalada nos pulmões. No entanto, a resposta do organismo não foi considerada suficiente pela equipe médica, exigindo uma mudança estratégica na terapia. Diante desse cenário, um terceiro medicamento foi introduzido ao protocolo para potencializar o combate à infecção. Após esse ajuste na medicação, o ex-presidente “passou a apresentar melhora clínica”, conforme relatado no documento oficial. Os exames laboratoriais indicaram uma redução dos marcadores inflamatórios, além de uma evolução positiva nos sintomas físicos, como a diminuição da falta de ar que o paciente sentia anteriormente.
Paralelamente à situação de saúde, existe um desdobramento jurídico envolvendo a custódia do ex-mandatário. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer favorável à transferência de Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar, levando em consideração o seu estado de saúde atual e a necessidade de cuidados. É fundamental ressaltar que essa manifestação da PGR não garante automaticamente o benefício legal. A decisão final sobre a concessão da prisão domiciliar cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a determinação judicial não é proferida, o político permanece sob custódia e tratamento na unidade hospitalar privada da capital federal.
Manutenção dos cuidados médicos
No momento, Jair Bolsonaro segue internado em um apartamento do hospital, onde recebe assistência integral da equipe multidisciplinar. A transferência da UTI para o quarto representa um passo relevante na recuperação, mas não significa o fim da necessidade de cuidados médicos especializados. O foco atual da equipe é a manutenção da antibioticoterapia e o monitoramento rigoroso da função respiratória para evitar novas complicações ou recaídas. O boletim médico reforça que, embora haja uma trajetória de recuperação clínica, a cautela é necessária, justificando a ausência de uma data estipulada para o retorno do paciente à sua residência ou para o cumprimento de determinações judiciais fora do ambiente hospitalar.



