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Trump diz que fará o que quiser com Cuba e anuncia planos para a ilha

Declaração ocorre enquanto país caribenho enfrenta colapso na rede elétrica e bloqueio de petróleo após prisão de Maduro na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou na última segunda-feira a intenção de intervir diretamente na situação política de Cuba. Durante uma conversa com jornalistas na Casa Branca, o mandatário norte-americano comentou sobre o futuro da ilha caribenha, sugerindo que o destino da nação vizinha estaria sob sua responsabilidade. A fala ocorreu em um momento crítico para Havana, que enfrenta um colapso total em sua rede de energia elétrica e uma grave crise de abastecimento de combustíveis, intensificada por sanções recentes.

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Ao ser questionado sobre as relações bilaterais e as estratégias para a região, o líder republicano foi enfático sobre suas pretensões de controle. “Toda a minha vida ouvi falar de Cuba e dos EUA. Quando os EUA iriam fazer isso? Acho que terei… a honra de tomar Cuba”, afirmou Trump. Ele prosseguiu detalhando sua visão sobre a soberania do país vizinho, alegando ter liberdade de ação. “Seja libertando-os, tomando-os — acho que poderei fazer o que quiser com eles, para dizer a verdade. Eles são uma nação muito fragilizada agora”, completou o presidente em sua declaração mais explícita até o momento.

Bloqueio de petróleo e prisão de Maduro

A fragilidade mencionada por Trump está diretamente ligada às sanções econômicas e à interrupção do fornecimento de energia. Washington tem impedido a chegada de petróleo à ilha, recurso essencial para a geração de eletricidade. Em janeiro, uma ordem executiva estabeleceu tarifas para nações que enviassem combustível a Cuba. O cenário se agravou após a Venezuela suspender o envio de cerca de 35 mil barris diários. A interrupção ocorreu após tropas norte-americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, levando sua vice, Delcy Rodríguez, a assumir o comando do país sul-americano.

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Diante da escassez, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu publicamente que seu governo mantém negociações com os Estados Unidos para “buscar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais”. A declaração coincidiu com o colapso da rede nacional informado pela operadora de energia UNE, deixando milhões sem luz. Segundo Díaz-Canel, o país não recebe carregamentos de petróleo há três meses devido ao bloqueio, embora críticos apontem que a infraestrutura elétrica sofre com anos de manutenção inadequada, independentemente das sanções externas.

Protestos e descontentamento social

A crise energética tem gerado instabilidade social na ilha de 10 milhões de habitantes. Na semana anterior, manifestantes invadiram um prédio do Partido Comunista na cidade de Morón, protestando contra o custo dos alimentos e a falta de energia. A rotina de apagões tornou-se frequente, afetando diretamente a população. Uma moradora de Havana, ouvida pela agência Reuters, relatou resignação diante do cenário atual. “Estamos nos acostumando a viver assim”, disse ela, refletindo o sentimento de parte dos cidadãos que enfrentam a escassez crônica de recursos básicos.

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