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Após derrota judicial, PT não desiste e tenta reverter caso contra Jojo Todynho

Legenda alega que fala da influenciadora sobre suposta oferta financeira sugere atos clandestinos e pede continuidade de queixa-crime

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou um recurso judicial com o objetivo de reverter a decisão que rejeitou a queixa-crime movida contra a influenciadora digital Jojo Todynho. A medida, tecnicamente denominada “recurso em sentido estrito”, busca a retomada do processo após a determinação inicial da Justiça de São Paulo, que havia encerrado o caso por falta de justa causa. A legenda insiste que as declarações da artista feriram a honra da instituição e que o processo deve seguir seu curso legal para apuração dos fatos.

Na sentença anterior, o magistrado Fernando Augusto Andrade Conceição, da 14ª Vara Criminal da Barra Funda, entendeu que a contratação de personalidades para campanhas eleitorais é uma prática comum e não desonrosa. Além disso, o juiz argumentou que a influenciadora não citou nominalmente a sigla partidária ao mencionar uma suposta oferta financeira para apoio político. No entanto, a defesa do partido contesta essa interpretação e apresentou novos argumentos para sustentar a acusação de que a imagem da agremiação foi prejudicada.

Argumentos sobre conduta ilícita

Em sua nova petição, a agremiação política sustenta que, embora Jojo Todynho não tenha dito o nome do partido expressamente, a referência era clara, visto que o PT é o responsável pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva. Para a legenda, não restam dúvidas sobre quem seria o suposto pagador mencionado na entrevista ao podcast Conversa Paralela. O recurso visa demonstrar que a fala não foi vaga ou indeterminada, mas direcionada especificamente à gestão da campanha presidencial daquele período.

O ponto central da contestação do partido reside na insinuação de irregularidade feita pela influenciadora. O PT refuta a tese de que a fala tratava de uma contratação publicitária corriqueira, destacando que Jojo alegou que a proposta foi feita por telefone, “pra não deixar rastro”. Segundo a argumentação jurídica apresentada no recurso, essa expressão sugere a prática de atos clandestinos e um esquema financeiro oculto para compra de apoio, o que afeta a credibilidade, a moral e a reputação da instituição perante a sociedade.

Origem do conflito judicial

A disputa teve início em 2023, quando a apresentadora afirmou ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Lula, alegando que o contato inicial ocorreu via telefone e foi formalizado posteriormente em um almoço. O PT nega veementemente a oferta e considera as declarações falsas. Com o recurso atual, o partido solicita que a rejeição da queixa-crime seja revista pelo tribunal, determinando o recebimento da ação e a continuidade do julgamento contra a influenciadora.

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